Bolsonaro lamenta morte de Dom e Bruno no AM: “Nossos sentimentos”

0
image(35)

Presidente Jair Bolsonaro. Foto: PR/Isac Nobrega

O presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou, nesta quinta-feira (16/6), sobre o assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, que estavam desaparecidos após saírem em expedição no Vale do Javari (AM).

Na quarta-feira (15/6), a Polícia Federal (PF) confirmou ter encontrado restos humanos na região que foi apontada por um dos suspeitos como o local onde os corpos foram escondidos. Pouco antes da confirmação oficial, Bolsonaro disse que, nas horas seguintes, o episódio dos desaparecimento seria “efetivamente esclarecido” e defendeu a atuação das autoridades.

Nesta quinta, após a confirmação das mortes, Bolsonaro respondeu a um tuíte do perfil oficial da Fundação Nacional do Índio (Funai) que trazia uma nota de pesar.

Em nota, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos manifestou pesar pelo assassinato e enalteceu o trabalho da PF e das Forças Armadas, que, segundo a pasta, “rapidamente elucidaram o caso”.

Leia a íntegra da nota do ministério:

Nota de Pesar – Bruno Pereira e Dom Phillips

Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) manifesta pesar pelo assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, que estavam desaparecidos desde domingo (5), na região do Vale do Javari, no Amazonas.

O MMFDH enaltece o trabalho realizado pela Polícia Federal e pelas Forças Armadas, que rapidamente elucidaram o caso.

Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

Cobranças

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Fundação Amazônia Sustentável divulgaram notas em que cobram apuração séria e responsabilização política pelo assassinato da dupla.

O Cimi, que é ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), pede que sejam apuradas as responsabilidades políticas que permitiram a morte de Bruno e de Dom.

A Fundação Amazônia Sustentável reiterou o pedido e afirmou que as mortes “expõem de forma dramática uma realidade que contamina toda a Amazônia”. A entidade também denunciou o avanço do crime organizado na região.

Perícia

Os corpos do jornalista e do indigenista chegaram a Brasília na noite desta quinta. Os remanescentes humanos foram enviados para Tabatinga (AM) e serão periciados no Instituto de Criminalística da Polícia Federal.

Os restos humanos foram encontrados no local onde estavam sendo feitas as escavações, no Vale do Javari, no Amazonas. Nas redes sociais, o ministro da Justiça, Anderson Torres, confirmou que a PF encontrou restos humanos no local indicado pelos suspeitos.

As vítimas estavam desaparecidas desde 5 de junho. A PF já prendeu duas pessoas: Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, de 41 anos e o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, 41, conhecido como “Dos Santos”.

Um deles apontou onde havia enterrado os corpos. Entretanto, novos suspeitos envolvidos na execução podem ser presos a qualquer momento.

Phillips, 57, e Pereira, 41, desapareceram em 5 de junho, no final de uma curta viagem pelo rio Itaquaí. Pereira estava acompanhando Phillips em uma viagem de reportagem para um livro sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia, mas o barco não chegou conforme o programado em Atalaia do Norte.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...