Atirador chegou à festa com tema do PT gritando: “Aqui é Bolsonaro”
Jorge José da Rocha Guaranho. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Por Victor Fuzeilkura
Apontado como autor dos disparos que mataram o guarda municipal Marcelo Arruda, o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho (foto em destaque) teria chegado ao aniversário da vítima já com a arma de fogo em punho e aos gritos de: “Aqui é Bolsonaro”.
No momento do crime, a vítima celebrava uma festa de aniversário com o tema pró-Lula e PT. A informação é de boletim de ocorrência obtido pela CNN.
Marcelo ainda conseguiu reagir e disparou contra Jorge José.
Inicialmente, a Polícia Civil informou que o atirador, o policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, tinha morrido após Marcelo revidar. Contudo, às 16h40, em coletiva de imprensa, a delegada Iane Cardoso informou que a polícia errou: o agressor estava vivo e foi levado ao hospital. Até a última atualização desta reportagem, ele encontrava-se internado.
Segundo o documento, testemunhas relataram à Polícia Civil que estavam na festa da vítima quando foram surpreendidas pela presença de Jorge. Os convidados não conheciam o policial penal.
Veja imagens da vítima durante a festa de aniversário:





Segundo relatos, por volta das 23h, um agente penitenciário federal invadiu a festa, disparando contra o aniversariante. A confraternização era promovida na Associação Recreativa Esportiva Segurança Física Itaipu (Aresfi). A festa tinha poucos convidados — cerca de 40 pessoas. pic.twitter.com/pzJ2J9qq1w
— Metrópoles (@Metropoles) July 10, 2022
Conforme os depoimentos, Jorge esteve duas vezes no local. Na primeira oportunidade, ele estava acompanhado da esposa e da filha. Na ocasião, o policial teria feito uma primeira ameaça à vítima, mas decidiu deixar a festa, retornando 20 minutos depois para efetuar ao menos dois disparos.
Veja fotos do policial penal federal:



As testemunhas narram que Marcelo, então, sacou a arma de fogo para “revidar a injusta agressão”, tendo efetuado “vários disparos”.
Família
A vítima era casada e pai de quatro filhos, entre eles um bebê de 1 mês. Era guarda municipal havia 28 anos, diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) e tesoureiro do PT local. Nas eleições de 2020, saiu candidato a vice-prefeito de Foz pelo Partido dos Trabalhadores.
A Polícia Civil investiga o assassinato. Uma das primeiras medidas foi requisitar as imagens das câmeras de monitoramento para a diretoria da Aresfi, que se comprometeu a entregá-las. As armas foram encaminhadas para perícia.