Presidente da Funai deixa evento em Madri após protesto de brasileiro; veja vídeo

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Foto: Reprodução

Presidente da Funai é expulso de evento internacional em Madri (veja vídeo clicando aqui)

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, teve que se retirar de um evento que participava em Madri, na Espanha, nesta quinta-feira (21) após ser chamado de miliciano e assassino por um indigenista brasileiro que estava no local.

Durante a assembleia geral do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e Caribe (Filac), na capital espanhola, o brasileiro Ricardo Rao levantou de seu assento e, gritando, fez as acusações contra Xavier, que acabou deixando o local.

“Este homem não é digno de estar entre vocês. Marcelo Xavier é um assassino. Este homem é miliciano, é responsável pela morte do (indigenista) Bruno Pereira (…) e do (Dom) Phillips.

Auto-exilado, servidor exonerado da Funai relata ameaças ao trabalho de indigenistas (veja vídeo clicando aqui)

Em 2020, Rao foi exonerado do cargo de indigenista especializado da Funai pelo próprio Xavier. Ele era coordenação regional no Maranhão e, após ameaças, fugiu para a Europa, onde mora atualmente.

Após as acusações, que a plateia ouviu em silêncio, o presidente da Funai se levantou e deixou a sala onde acontecia o evento. Ele chega a falar algo para a plateia, segundo um vídeo que circula nas redes sociais, antes de se retirar do local.

A Funai, em nota, repudiou os ataques verbais e destacou que “tais atitudes são irresponsáveis, violentas e antidemocráticas, inviabilizando, assim, qualquer tipo de diálogo sadio e producente”.

“O manifestante que proferiu de forma agressiva os ataques verbais foi funcionário da Funai até o ano de 2020, tendo sido exonerado na ocasião por não ter cumprido as condições de estágio probatório”, explica a nota divulgada pela fundação.

Eles ressaltaram que o presidente de Funai optou por sair voluntariamente do local, por “motivos de segurança”, e disse que legalmente Rao será “objeto de ação judicial por crime contra a honra e ação de indenização por danos morais”.

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