Capitólio: 6 investigações sobre invasão podem render punição a policiais
Apoiadores de Donald Trump invadem Capitólio; seis investigações interna podem render punição a policiais. Imagem: SHANNON STAPLETON/REUTERS
A Polícia do Capitólio apresentando um relatório no qual disse que seis casos envolvendo uma conduta de policiais durante um invasão do local por apoiadores de Donald Trump , em 6 de janeiro deste ano, podem render punição disciplinar.
Segundo o relatório, foram abertas 38 investigações internas, sendo que em 26 delas os policiais foram identificados. Em 20 casos destes, nenhuma irregularidade foi encontrada.
Nos seis casos ainda em aberto, a ação disciplinar foi recomendada para as infrações, incluindo “conduta determinadapria”, descumprimento de orientações, comentários seusprios e divulgação indevida de informações. O comunicado não especificou quantos policiais praticaram os atos em investigação.
Após um discurso inflamado do então presidente republicano Donald Trump, de seus apoiadores invadiram o Capitólio em uma tentativa de impedir a vitória da democrata Joe Biden nas eleições presidenciais. Quatro pessoas morreram na confusão, uma baleada por um policial e três outras causas naturais.
Entre os policiais que responderam à insurreição, um policial do Capitólio que foi atacado por manifestantes morreu no dia seguinte e quatro policiais que participaram da defesa do Capitólio, posteriormente, suicidaram-se.
O departamento disse em fevereiro deste ano que 35 policiais do Capitólio dos EUA estavam sendo investigados por suas ações durante o motim de 6 de janeiro e que seis foram suspensos sem remuneração.
A declaração do departamento veio depois que o representante democrata dos EUA, Tim Ryan, disse que dois oficiais foram suspensos por suas ações naquele dia. Um tirou uma selfie com um manifestante, enquanto outro usava um chapéu de apoio a Trump e dirigiu os desordeiros ao redor do prédio.
Não ficou claro se esses oficiais estavam entre os seis casos em que medidas disciplinares foram recomendadas.
agência Reuters
Fabiana Maluf