Auxílio Brasil: Vieira Bento diz que R$ 600 em 2023 é “compromisso”

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Foto: André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo

Por Mariana Costa

O ministro da Cidadania, Ronaldo Vieira Bento, não confirmou que o Auxílio Brasil será de R$ 600 em 2023, mas disse que é um “compromisso prioritário” do presidente Jair Bolsonaro (PL). No plano de governo apresentado para a reeleição, o presidente indicou a intenção de manter o benefício no valor de R$ 600.

Em conversa com jornalistas, na chegada ao Palácio do Planalto, na manhã da quinta-feira (11/8), o chefe da pasta relembrou a substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil. Ele enfatizou que o benefício é um “programa permanente” e não deixará de ser pago em dezembro de 2022.

“O Auxílio Brasil é um programa permanente de tranferência de renda. Então, ele não se encerra dia 31 de dezembro e não tem essa previsão. Vai continuar”, pontuou o ministro.

Ao ser questionado se o valor de R$ 600, proporcionado pela aprovação da PEC dos Auxílios será mantido em 2023, Bento disse que é um “compromisso”. Graças à promulgação do pacote, em julho, o valor do auxílio, que era de R$ 400, aumentou R$ 200 até o fim do ano.

“O auxílio, quando ele chegou em dezembro, iniciou com um valor mínimo de R$ 400. Para título de comparação, o programa anterior tinha o valor mínimo de R$ 45. […] E, agora, pela PEC, é de R$ 600. Já foi colocado, como compromisso prioritário do presidente, a permanência desse valor para 2023 e assim sucessivamente”, disse Ronaldo Bento.

Plano de governo

Ao registrar a candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no começo da semana, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a indicar a intenção de manter o Auxílio Brasil no valor de R$ 600.

“Um dos compromissos prioritários do governo reeleito será a manutenção do valor de R$ 600 para o Auxílio Brasil a partir de janeiro de 2023”, pontuou o trecho do documento. No plano, no entanto, o chefe do Executivo e candidato à reeleição, não dá detalhes de como planeja colocar a ideia em prática.

Na segunda semana de julho, a PEC dos Auxílios foi promulgada no Congresso Nacional, com a presença de Bolsonaro. A matéria injetou R$ 41,25 bilhões para ampliação de programas sociais e criação de outros benefícios às vésperas da eleição.

A matéria contou com articulação direta do governo federal ao longo de sua tramitação. O Executivo apostou na medida para reduzir a pressão da opinião pública e a rejeição ao presidente às vésperas do início da campanha eleitoral.

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