Jair Bolsonaro pretende manter Guedes e os demais ministros

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 22-10-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes durante coletiva de imprensa na tarde de hoje, na sede do ministério. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), candidato a reeleição, manifestou no domingo (9), a intenção de manter o ministro da Economia, Paulo Guedes, no cargo, se conseguir a reeleição na corrida ao Palácio do Planalto contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

– No que depender de mim, todos ficam – disse o chefe do Executivo ao responder se Guedes seguirá no cargo em caso de segundo mandato durante podcast do canal Pilhado, no Youtube.

Bolsonaro aproveitou para elogiar também em sua resposta o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, e o ex-secretário da Pesca Jorge Seif (PL), eleito senador por Santa Catarina. “Os pescadores são apaixonados por ele”, disse.

Ao apresentar promessas à população mais pobre em um novo mandato, Bolsonaro disse que pode garantir a construção de um milhão de casas populares, além da redução dos preços de alimentos e a manutenção em definitivo dos pagamentos de R$ 600 do Auxílio Brasil.

– Com a economia indo bem, posso garantir um milhão de casas populares a partir do ano que vem, posso garantir produtos mais baratos, como o ovo – assegurou.

O presidente, além de prometer mais investimentos em creches e foco na alfabetização de crianças, disse que haverá mais recursos para obras de infraestrutura uma vez ajustada a economia. Ele ainda acusou o ex-presidente Lula, seu adversário no segundo turno, de ter a intenção de taxar as transações financeiras instantâneas do Pix.

STF
Bolsonaro também que tem certeza que, após as eleições, conversará melhor com o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, em seu governo não haverá censura para nada.

– Vamos botar um ponto final nessa censura que vem por parte de um ministro apenas. Um ministro apenas é apaixonado por censurar todo mundo por aí – pontuou.

EMENDAS DE RELATOR
O presidente ainda indicou neste domingo que o Congresso não irá querer acabar com as emendas de relator, usadas para direcionar recursos por parlamentares, que não se identificam, para suas bases e estados.

– Tu acha que o parlamento vai acabar com isso? – disse.

Bolsonaro voltou a afirmar que vetou a proposta e tentou se desvencilhar da prática, que surgiu em 2020.

– Eu não tenho nada a ver com isso. Quando o dinheiro sai daqui e entra no Estado, quem fiscaliza é o Tribunal de Contas do Estado, não é o Tribunal de Contas da União – disse.

O presidente declarou ainda que falta coragem para a imprensa pedir os nomes dos parlamentares que encaminharam os recursos.

O tema está em análise no STF, que já determinou que seja dada publicidade aos responsáveis pelas emendas.

*AE

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