Suspeito pelo feminicídio de mulher decapitada é preso temporarimente em Santa Rita

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Corpo decapitado é encontrado às margens da BR-230, em Santa Rita, na Grande João Pessoa — Foto: Felícia Arbex/TV Cabo Branco

Por Lua Lacerda

Foi preso, na segunda-feira (19), o suspeito pelo feminicídio de uma dona de casa que foi encontrada decapitada, às margens da BR-230 em Santa Rita, em abril deste ano. O homem mantinha relacionamento com a vítima, mas negou que tivesse cometido o crime em depoimento. No entanto, a investigação policial, através da quebra de sigilo, constatou a ligação entre o suspeito e a mulher assassinada.

A delegada André Melo informou que o homem já era investigado desde o ínicio, embora ainda negue o envolvimento. Eles se encontraram no dia do crime. “A gente viu pelas ligações que ele só ligava para ela de número privado, mas houve a quebra do sigilo, foi verificado que eles mantinham esse relacionamento. A vítima dizia para várias pessoas que tinha esse relacionamento, embora ele continue negando”, diz a delegada.

O homem está em uma prisão temporária, por 30 dias, que pode ser convertida em prisão preventiva após o prazo. Essa decisão fica a encargo da justiça. Josicleide, de aproximadamente 40 anos, foi cruelmente assassinada. Sua cabeça foi exposta em uma árvore. Segundo a delegada, este requinte de crueldade revela o ódio do assassino.

Relembre o caso

Em abril deste ano, o corpo da mulher foi encontrado decapitado foi encontrado às margens da BR-230 em Santa Rita. Segundo a Polícia Militar, um chamado foi feito na madrugada de um domingo quando a cabeça da vítima foi encontrada em uma árvore no bairro do Açude.

Após identificarem o corpo, o irmão da vítima chegou ao local e contou que ela havia saído de casa na noite de sábado (9 de abril) e que nenhum familiar sabe o que aconteceu. O irmão também ressalta que a vítima não era usuária de drogas, nem tinha “envolvimento com a criminalidade”.

Josicleide deixou 5 filhos.

Violência contra a mulher

Feminicídio é o assassinato de uma mulher cometido devido ao fato de ela ser mulher ou em decorrência da violência doméstica. Foi inserido no Código Penal como uma qualificação do crime de homicídio em 2015 e é considerado crime hediondo.

Veja como denunciar

De acordo com o artigo 5º da Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher é caracterizada como “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.

O atendimento às vítimas pode ser realizado direto nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (disque 180). Para casos de emergência, a Polícia Militar deverá ser acionada (disque 190). Para denúncias anônimas, busque a Polícia Civil (disque 197). O centro de Referência da Mulher Ednalva Bezerra, em João Pessoa, que acolhe mulheres vítimas de violência, pode ser acionado pelo número 0800 283 3883.

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