Em 2013, ele passou por transplante de células-tronco hematopoiéticas. O médico responsável pelo procedimento afirmou que, desde o início, a intenção da cirurgia era controlar tanto a leucemia quanto a Aids.
Vírus indetectável
A equipe médica selecionou um doador com uma mutação no receptor das células que o HIV usa para destruir o sistema imunológico. Essa terapia já se mostrou eficiente em pacientes anteriormente curados, pois a alteração genética torna o paciente resistente à maioria das cepas do vírus, bloqueando o caminho da infecção e dificultando a reprodução do HIV no organismo.
Depois da cirurgia, o paciente de Dusseldorf realizou quimioterapia e recebeu infusões de linfócitos, células imunes que destróem as células cancerígenas. Além disso, continuou tratando o HIV com terapia antirretroviral.
Seis anos após o transplante, em 2018, o HIV já era indetectável em seu organismo, o que o levou a parar de tomar os comprimidos diários. Nos quatro anos seguintes, ele continuou sob supervisão da equipe de médicos e dos pesquisadores da Universidade de Dusseldorf, que concluíram que o paciente estava em remissão da Aids.
Os pesquisadores afirmam que o histórico clínico do paciente de Dusseldorf fornece fortes evidências de que o transplante de células-tronco o curou do HIV. No entanto, as pesquisas devem continuar para permitir que os pacientes superem a Aids sem a necessidade do transplante, visto que esse é um procedimento com muitos riscos associados.