A eleição presidencial está sendo comprada com muito dinheiro

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Bolsonaro faz gesto com 7 dedos em referência aos seus 7 mandatos. Foto: Rafaela Felicciano

Por Ricardo Noblat

Trata-se, decerto, como diz, hoje, o editorial da Folha de São Paulo, da maior intervenção econômica num ano eleitoral desde o Plano Real, lançado em julho de 1994.

Com a diferença de que o Real entregou o que prometeu – baixa inflação e sob controle. O pacote de bondades de Bolsonaro foi feito às pressas e seu prazo de validade termina em dezembro.

Quer dizer: trata-se de um conjunto de medidas com o único objetivo de aumentar as chances de Bolsonaro se reeleger. Dito de outra maneira: é uma tentativa descarada de comprar as eleições.

No ano eleitoral de 2018, o Bolsa Família gastava 3,3 bilhões de reais ao mês, em valores corrigidos. Neste agosto, Bolsonaro gastará 12,1 bilhões com o novo Auxílio Brasil de 600 reais.

O valor ampliado do auxílio chegará a 20,2 milhões de famílias. Segundo o Datafolha, 1 de cada 4 brasileiros aptos a votar recebe ou mora com alguém com alguém que recebe o benefício.

Como pensar que o pacote escandalosamente eleitoreiro não se refletirá nas de intenções de votos dos candidatos e não influenciará nos resultados das eleições? Foi concebido para isso.

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