
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o agora ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad lançou a sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. O evento ocorreu na noite desta quinta-feira (19) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, palco histórico das lutas democráticas do Brasil e que alçou Lula à condição de líder da esquerda.
Em seu discurso, Haddad afirmou que entra na disputa para ganhar e, respondendo a setores que afirmam que a reeleição do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é certa, declarou que não existe “sacrifício” algum e que a vitória é possível.
Na primeira parte de sua fala, Haddad destacou o fato de que a gestão do presidente Lula encontrou todos os ministérios abandonados e que foram necessários três anos para reconstruir o Ministério da Educação, o qual comandou durante os governos Lula (2006-2010) e Dilma Rousseff (2011-2012). Ele também destacou o trabalho de Camilo Santana à frente da pasta no terceiro governo Lula.
Haddad também afirmou que não existe barganha por cargo futuro:
“Eu disputo eleição para ganhar e é assim que eu vou disputar essa eleição. Disputar eleição para ganhar. Eu insisto em dizer: a vitória política é sempre possível, basta você se apresentar de cara limpa, com um bom projeto, que vai angariar apoio, que vai somar, crescer, que vai despertar a consciência das pessoas […] nós devemos isso a São Paulo. O estado precisa, definitivamente, despertar”.
Em seguida, Haddad afirmou que a inércia tomou conta de São Paulo:
“A inércia a que se referiu o governador Alckmin está contaminando as estruturas aqui da região. Não só do estado, mas também da capital. Vocês estão vendo as notícias saindo sobre a debilitação das estruturas do estado […] se não fosse o apoio do governo do presidente Lula, nós teríamos uma situação ainda mais difícil […] nós temos que ter clareza de que vamos ter um debate duro pela frente, mas que pode resultar nesse despertar tão importante para o povo paulista.”
Ao término de seu discurso, Haddad respondeu àqueles que afirmam que ele vai para o sacrifício:
“Quando eu vejo notícias de que ‘o Haddad está indo para o sacrifício’, eu digo: essa pessoa ainda não sentou comigo para tomar um chope, porque, se me conhecesse, jamais diria que entrar no ringue por essa boa causa é um sacrifício para mim. É um grande privilégio lutar ao lado de vocês.”