É Lula quem avisa, escolado com a experiência que adquiriu nos seus dois governos anteriores. No caso do mensalão, ele chorou ao saber pelo então deputado Roberto Jefferson, líder do PTB, que o PT comprava votos na Câmara para aprovar projetos do governo.
A Jefferson, o choro de Lula pareceu sincero, bem como sua surpresa. Quanto a essa, há controvérsias. O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), contou ter prevenido Lula a respeito antes de Jefferson fazê-lo. Lula talvez não tenha acreditado.
Em cadeia nacional de rádio e televisão, Lula afirmou que fora traído, embora sem nomear os traidores. Mais tarde, pensou em renunciar ao cargo. Mais tarde ainda, refutou a sugestão de Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, que o aconselhou a renunciar.
No caso do Petrolão que estourou quando ele já estava fora da presidência da República, Lula sempre jurou inocência. Foi condenado e preso por 580 dias. O Supremo Tribunal Federal anulou sua condenação. Ele nada ficou devendo à Justiça.
Daqui para frente, se alguma dívida aparecer, que ela seja paga por quem a contraiu, não por ele. É uma questão de honra para Lula. Quer deixar o governo imaculado, seja esse ou o próximo se vier. Seus auxiliares foram prevenidos por ele a esse respeito.