A uma semana do segundo turno na Colômbia, candidatos da esquerda e direita estão empatados
Montagem com fotos dos candidatos a presidente da Colômbia: à esquerda, o esquerdista Gustavo Petro; à direita, o populista de direita Rodolfo Hernández — Foto: Juan Barreto/AFP e Yuri Cortez/AFP
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (10) prevê uma disputa presidencial acirrada na Colômbia, com um empate técnico nas intenções de voto entre o milionário Rodolfo Hernández e o esquerdista Gustavo Petro, a uma semana da realização do segundo turno.
Com um ponto percentual de diferença, Hernández (48,2%) supera Petro (47,2%), uma vantagem menor do que a margem de erro (2,6%), segundo a Invamer.
A votação acontece em 19 de junho.
Petro é um ex-guerrilheiro de 62 anos. Ele tenta se tornar o primeiro presidente de esquerda na Colômbia. Ele apresentou um programa de reformas para aumentar o papel do Estado na economia.
Hernández, de 77 anos, é ex-prefeito de Bucaramanga (norte) e um construtor de sucesso. Ele não é da direita tradicional da Colômbia, e já deu declarações. Inicialmente, seu programa é centrado no combate à corrupção.
Trajetória nas pesquisas
Petro saiu na frente no primeiro turno, com 40% dos votos. Hernández, que passou grande parte da campanha em terceiro lugar, subiu nos últimos momentos, teve 28% dos votos e se tornou um dos candidatos no segundo turno.
Desde então, as pesquisas preveem uma disputa acirrada para substituir o atual presidente, o conservador Iván Duque.
Entre maio e junho, o candidato da esquerda perdeu 2,8 pontos percentuais em intenções de voto, enquanto seu rival aumentou 0,8, segundo levantamento da Invamer.
De acordo com a pesquisa, a intenção de voto para Petro é maior entre os jovens de 18 a 24 anos (68,4%), enquanto os principais apoios de Hernández estão na faixa de idade de 45-54 anos, com 59,8%.
Os colombianos vão às urnas descontentes com o governo de Duque, que termina seu mandato em 7 de agosto com 28% de aprovação a sua gestão.
Além disso, 64,2% das pessoas que responderam a pesquisa acreditam que o país “vai pelo mau caminho” e consideram que o maior problema é a corrupção (22,8%).
Apesar das visões opostas, Hernández e Petro são considerados políticos antissistema e representam uma vitória sobre as elites conservadoras e liberais que historicamente governaram o país.
A Invamer entrevistou 2.000 pessoas entre 3 e 7 de junho de 2022.