Agentes matam homem que tentava entrar em Mar-a-Lago, casa de Trump na Flórida

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Vista do Mar-a-Lago em West Palm Beach, na Flórida - Jim Watson - 8.nov.2024/AFP

por Reuters e AFP

O Serviço Secreto dos Estados Unidos afirmou no domingo (22) que seus agentes e a polícia local mataram a tiros um homem que tentou invadir armado o resort Mar-a-Lago, casa do presidente Donald Trump em Palm Beach, na Flórida.

O republicano está atualmente em Washington. O homem foi identificado como Austin Tucker Martin, 21, e é da Carolina do Norte, segundo uma pessoa familiarizada com a investigação que falou com a agência de notícias Reuters. Martin havia sido dado como desaparecido nos últimos dias, de acordo com a mesma pessoa.

O incidente ocorreu em um momento em que os EUA enfrentam um aumento da violência política. Em 2024, Trump sofreu duas tentativas de assassinato.

A primeira ocorreu em julho, quando o republicano foi atingido de raspão na orelha por um tiro disparado durante um comício na Pensilvânia. Na segunda, um homem posteriormente condenado por tentativa de assassinato foi visto escondido nos arbustos do campo de golfe do republicano na Flórida com uma arma semiautomática.

Desta vez, o homem portava o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível e foi visto no portão norte do resort por volta da 1h30 (3h30 no Brasil), segundo o Serviço Secreto.

Em uma entrevista coletiva, o xerife do Condado de Palm Beach, Ric Bradshaw, afirmou que dois agentes do Serviço Secreto e um policial confrontaram o homem e ordenaram que ele largasse os dois itens. “Nesse momento, ele largou o galão de gasolina e ergueu o fuzil em posição de tiro”, afirmou Bradshaw, o que levou os policiais a abrirem fogo.

O homem foi declarado morto no local e nenhum agente da lei ficou ferido.As autoridades policiais não mencionaram nenhuma informação sobre a motivação do incidente, mas mostraram uma imagem do fuzil apreendido e afirmaram que o FBI assumiu a investigação e está coletando evidências no local.

O diretor da polícia federal dos EUA, Kash Patel, afirmou em uma publicação nas redes sociais que a agência está “dedicando todos os recursos necessários” à investigação.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o Serviço Secreto “agiu com rapidez e decisão para neutralizar um louco, armado com uma pistola e um galão de gasolina, que invadiu a residência do presidente Trump”.

Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse ter conversado com Trump após o incidente e agradeceu ao Serviço Secreto por proteger o presidente e sua família.

Casos do tipo têm se tornado mais comuns com a elevada tensão política nos EUA. Em novembro do ano passado, dois soldados da Guarda Nacional foram baleados a um quarteirão de distância da Casa Branca por um cidadão afegão de 29 anos.

Antes disso, em março, agentes do Serviço Secreto atiraram em um homem armado, também perto da residência oficial do presidente em Washington, após um confronto armado durante a madrugada. Nesse caso, o incidente não deixou nenhum membro da agência ferido.

Em junho do ano passado, Melissa Hortman, uma legisladora estadual democrata de Minnesota, foi assassinada a tiros ao lado de seu marido. Meses depois, o ativista conservador Charlie Kirk também foi morto a tiros.

Os EUA têm mais armas do que pessoas: um em cada três adultos possui pelo menos uma arma, e quase metade da população vive em uma casa com uma arma.

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