Alceu Valença defende pluralidade de gêneros musicais e reafirma independência artística no São João de Campina Grande: ‘continuarei fazendo o que eu quero’

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Alceu Valença no São João 2024 de Campina Grande — Foto: Erickson Nogueira/g1

A noite do sábado (22) foi marcada por muito forró, frevo e sertanejo no Maior São João do Mundo, em Campina Grande. Numa noite no qual muitos turistas visitaram o Parque do Povo, quem fez a festa dos forrozeiros foi Alceu Valença, Sirano e Sirino, Bruno e Denner e houve, também, um tributo a Biliu de Campina.

Atração principal da noite, Alceu Valença fez o público, que se fazia presente de todas as idades, dançar muito forró e frevo no Parque do Povo. Antes do show, em entrevista ao g1 e à TV Paraíba, o pernambucano explicou que defende a pluralidade de gêneros musicais nas festas juninas, mas que continuará reafirmando sua independência artística nos palcos.

“É uma variedade muito grande dentro da nossa cultura junina. Então, eu primo em fazer uma coisa, mesmo porque eu vivenciei isso. Meus parentes tocavam no sanfona nas festas juninas, eu via todo o universo da cultura junina e sertaneja, eu vi, vivenciei. Tem gente que não sabe, o problema é dela, não é meu. O meu eu continuo e continuarei fazendo o que eu quero, do jeito que eu quero. Quem quiser, queira”, disparou Alceu.

No início do show de Alceu Valença no São João 2024 de Campina Grande, ele fez questão de abrir a apresentação com uma homenagem à cidade, cantando “Tournee Nordestina”, com seu jeito irreverente e puxando o canto do público. Logo depois, Alceu cantou “Flor de Tangerina” e “Girassol”, e a reação do público era de cantar e dançar o frevo de Alceu.

Diversos fãs, principalmente as crianças, cantavam todas as canções de Alceu. E uma delas se destacava: Murilo Porto, de 13 anos, acompanhado de seu pai, Sandi Valença, 46 anos, taxista.

Sandi é fã de Alceu Valença e relatou ao site g1 que a paixão pelo trabalho do pernambucano surgiu desde pequeno e que o reconhecimento com Alceu é passado de geração em geração dentro da família.

“[Essa paixão] veio de meu pai. Desde pequeno escutando meu pai [ouvir as canções de Alceu], a cultura passou para mim, daí foi para o meu filho, e hoje a família todinha ama Alceu. Mais de 40 anos desse amor todo”, declarou Sandi, acompanhado do filho Murilo.

Pai e filho fãs de Alceu Valença no São João 2024 de Campina Grande — Foto: Erickson Nogueira/g1
Pai e filho fãs de Alceu Valença no São João 2024 de Campina Grande — Foto: Erickson Nogueira/g1

Murilo, que estava à caráter para conhecer Alceu Valença, estava com um chapéu de palha, com fitas simbolizando o frevo e com o nome de Alceu estampado na frente do chapéu com lantejoulas. Ao site g1, Murilo explicou como surgiu o interesse em acompanhar o trabalho de Alceu e ainda disse que estava ansioso para ouvir “Flor de Tangerina”.

“Desde pequenininho meu pai vem me ensinando as músicas de Alceu Valença, aí eu fui aprendendo com ele. Emocionante!”, disse, emocionado, Murilo, que, após poder conhecer Alceu no camarim, pôde acompanhar o show inteiro do palco, ao lado do pai.

Alceu Valença ainda mencionou, em entrevista ao site g1 e à TV Paraíba, que reconhece o quanto Biliu de Campina contribuiu de forma considerável para a cultura nordestina, principalmente em Campina Grande, e que a decisão pelo afastamento dos palcos veio no tempo certo.

“Ele merece, ele fez tanto pela nossa cultura, é uma maravilha. Tem momentos que as pessoas resolvem dar uma parada, isso acontece com quase todos os artistas”, disse Alceu.

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