Aliado de Bolsonaro, Orbán decreta “estado de emergência” na Hungria

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Viktor Orbán e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, usou a guerra na Ucrânia para aumentar seu poder. Ele decretou estado de emergência nesta terça-feira (24/5) e passará a poder governar o país através de decretos, contornando o controle do Parlamento local.

O húngaro defendeu que seu governo precisa de “espaço para manobrar com agilidade” diante das dificuldades no Leste Europeu.

“O governo declara o estado de emergência por causa da guerra na Ucrânia”, disse Orbán, em um pronunciamento gravado.

O anúncio ocorreu horas após o Parlamento húngaro ter aprovado uma emenda constitucional que abriu a possibilidade para a medida.

Orbán é um dos mais próximos aliados internacionais do presidente Jair Bolsonaro (PL), com quem divide grande identificação ideológica na defesa de pautas da extrema-direita. Em fevereiro, Bolsonaro foi à Hungria e se encontrou com o colega húngaro.

O país europeu tem vivido sob o temor de desestabilização democrática desde o início do primeiro mandato de Orbán – ele acaba de ser reeleito –, devido a uma série de medidas do primeiro-ministro, como cerceamento à liberdade de imprensa e pressão sobre o Judiciário local.

Orbán, líder de extrema-direita, acredita que o mundo está prestes a entrar numa crise económica e reiterou que o país “deve permanecer fora da guerra, proteger a segurança das famílias”. “Para isso precisamos de espaço de manobra”, defendeu.

O primeiro-ministro disse que a crise está a ser desencadeada pela invasão russa da Ucrânia e pelas sanções contra Moscou.

A guerra

Nesta terça, a guerra completa três meses. Rússia e Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

Na prática, Moscou vê essa possibilidade como uma ameaça à sua segurança. Sob essa alegação, invadiu o país liderado por Volodymyr Zelensky.

 

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