Aliados de Zema querem tomar de bolsonaristas bandeira da crítica ao STF
Romeu Zema. Foto: Assembleia Legislativa de Minas Gerais/Divulgação
Com a candidatura presidencial de Romeu Zema ainda patinando nas pesquisas, o Partido Novo enxerga a oportunidade de tomar dos bolsonaristas a pauta das críticas ao STF.
Estrategistas do governador mineiro avaliam que os partidários de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm adotado cautela na pauta dos ataques ao Judiciário, com o intuito de demonstrar moderação junto ao eleitor de centro.
Com isso, dizem, surge uma chance de se diferenciar e chamar a atenção neste momento de pré-campanha, especialmente no contexto da crise do Master, que acertou em cheio o STF.
Nas redes sociais, Zema publicou vídeos com retratos de Daniel Vocaro e Dias Toffoli e afirmou, sem citar nomes, que há mais autoridades envolvida no caso Master.
Em uma publicação, o governador escreveu que, no Japão, “um ministro enrolado em um escândalo desses já teria se suicidado”.
Presidente do Novo, Eduardo Ribeiro confirma a estratégia e diz que a legenda apresentará em breve novas iniciativas na área. “Vem muito mais coisa”, afirma, sem detalhar.
Nos últimos dias, o Novo protocolou pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli no Senado, por causa do envolvimento com o caso Master. Na Câmara, a deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) apresentou proposta de emenda constitucional para criar um código de ética no STF.
Deputado que fez da denúncia a excessos do Judiciário uma bandeira, Marcel Van Hattem (Novo-RS) diz que o caso Master dá novo fôlego à pauta.
“Para nós, não importa quem seja, se cometeu crime de responsabilidade, como é o caso do Toffoli, tem de haver impeachment”, afirma.
Pré-candidato ao Senado, Van Hattem diz que o tema vai figurar de forma destacada em sua campanha, e na do partido. “Não vejo nenhum sentido em deixar de falar no tema, especialmente sendo algo que é fundamental para mudar o Brasil”, afirma.