Alunos de universidade estadual ficam em coma após trote; saiba mais
Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal (SP) - Divulgação/ Unesp
Sete estudantes da Unesp (Universidade Estadual Paulista) foram hospitalizados em Jaboticabal, no interior de São Paulo, após participarem de um trote universitário no domingo (25). Dois seguem internados em estado grave.
Segundo relatos à Polícia Civil, os alunos, calouros, foram forçados a consumir bebidas alcoólicas e drogas para conseguir pulseiras de acesso a uma festa. O evento, chamado de Festa dos 100 dias—referência ao tempo de ano letivo— aconteceria nesta segunda-feira (26), mas foi cancelado.
Os sete graduandos, vinculados à Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, foram encaminhados a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) com sinais de coma alcoólico. Cinco deles foram liberados após avaliação clínica. Os dois que seguem internados tiveram que ser intubados, segundo informações da prefeitura da cidade.
Um dos que ainda estão em cuidados médicos está no primeiro ano de zootecnia. A polícia registrou o caso como lesão corporal e iniciou investigações.
A Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp de Jaboticabal informou, em nota, a abertura de um procedimento de apuração preliminar sobre os fatos e os responsáveis.
Os organizadores da Festa dos 100 dias fizeram uma publicação no Instagram lamentando o cancelamento do evento em “solidariedade às pessoas hospitalizadas”.
Desde de 2015, uma lei proíbe trotes em instituições públicas de ensino do estado de São Paulo. Já em agosto do último ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou texto responsabilizando universidades por trotes violentos realizados por seus alunos.
De autoria da deputada estadual Thainara Faria (PT), a norma impõe às instituições a adoção de medidas preventivas para coibir tais práticas dentro e fora de suas dependências, a aplicação e instauração de processo disciplinar contra infratores e a imposição de penalidades contra eles —sendo cabível a expulsão.
Caso a instituição se omita ou se mostrar negligente no cumprimento dos processos previstos, será punida administrativamente.