Amorim, então, alertou Maduro que a situação pode sair rapidamente de controle e que o Brasil não quer uma guerra na região.
Para o Brasil, a Amazônia é uma área sensível e outros países poderiam se envolver no conflito em defesa da Guiana como, por exemplo, os Estados Unidos. Além disso, ainda teria o custo em vidas dos dois lados e existiria o risco de resvalar em território brasileiro.
O único acesso da Venezuela para a Guiana por terra é por meio de uma estrada que passa pelo Brasil. O ministro da Defesa, José Múcio, disse que o Brasil não vai permitir acesso à estrada.
Outras possibilidades seriam por terra ou mar. A região é bastante inóspita, coberta de floresta tropical.
A avaliação no Planalto e nas Forças Armadas é que Maduro quer mudar a agenda na Venezuela, abandonando a pauta das eleições presidenciais e tentando unir o país em torno de inimigo comum. E que a invasão à Guiana seria uma “bravata”.
O que vem sendo monitorado de perto é o risco de alguma manobra diplomática ou militar errada dos venezuelanos. Hoje, após a realização do referendo, o Exército brasileiro não detectou nenhuma movimentação no local.