Assessor de Biden visitará Brasília para discutir clima e combate a desmatamento, diz embaixada

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Lula e John Kerry na COP-27 durante encontro em novembro de 2022, no Egito — Foto: Ricardo Stuckert

Por Filipe Matoso e Alexandro Martello

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou na sexta-feira (24) que o assessor especial do governo Joe Biden para o clima, John Kerry, visitará Brasília na próxima semana para discutir o combate à crise climática e ao desmatamento.

Segundo a embaixada, Kerry permanecerá no Brasil entre os dias 26 e 28 de fevereiro e terá reuniões com representantes do governo Lula, do Congresso Nacional e da sociedade civil.

“Ele [Kerry] vai dar continuidade ao Grupo de Trabalho de Mudanças Climáticas Brasil-EUA, que os presidentes Biden e Lula relançaram durante a reunião de 10 de fevereiro. Kerry vai se reunir com funcionários do alto escalão do governo brasileiro, representantes do Congresso e líderes da sociedade civil”, informou a embaixada.

“Eles vão discutir oportunidades para o Brasil e os EUA colaborarem no combate à crise climática, coibindo e revertendo o desmatamento, avançando na transição para a energia limpa e construindo uma bioeconomia forte”, acrescentou.

O anúncio da viagem de Kerry ao Brasil acontece uma semana após o governo brasileiro ter anunciado o diplomata e ex-ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo como novo embaixador extraordinário para o clima, cargo recriado pelo governo Lula.

Segundo o Itamaraty, Figueiredo deverá representar o Brasil em eventos internacionais sobre o clima e participar de discussões no exterior sobre o combate às mudanças climáticas.

Embora a lista de autoridades do governo brasileiro com as quais Kerry terá encontros ainda não tenha sido divulgada oficialmente, a reportagem apurou que o assessor de Biden deve se reunir em Brasília com:

  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro da Indústria e Comércio Exterior;
  • Marina Silva, ministra do Meio Ambiente;
  • Sônia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas;
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Fundo Amazônia

Durante a viagem do presidente Lula a Washington (EUA), neste mês, o governo americano anunciou a intenção de contribuir com o Fundo Amazônia.

Criado em 2008 para financiar projetos de redução do desmatamento e fiscalização do bioma, o Fundo Amazônia ficou parado entre 2019 e 2022, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao tomar posse em janeiro deste ano, o presidente Lula determinou a reativação do fundo.

O valor a ser doado pelos Estados Unidos para o fundo, contudo, ainda não foi oficializado. Isto porque, segundo a embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley, o montante ainda será definido em conjunto entre Casa Branca e Congresso americano.

A Noruega e a Alemanha, principais doadores do fundo, já anunciaram a retomada das doações após a determinação de Lula – a União Europeia também informou que pretende contribuir com o fundo.

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