Autoridade de Saúde dos EUA chama OMS de ‘moribunda’
Robert F. Kennedy Jr. — Foto: Eduardo Munoz/Reuters
O Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., chamou a OMS (Organização Mundial da Saúde) de “moribunda” em um vídeo exibido para autoridades de saúde globais reunidas na terça-feira (20) para a assembleia anual do órgão em Genebra (Suíça).
O maior doador da agência da ONU, os Estados Unidos, anunciou sua retirada da OMS no primeiro dia da presidência de Donald Trump, deixando a organização com um enorme déficit orçamentário que ela busca resolver por meio de reformas discutidas nesta assembleia.
“Peço aos ministros da saúde do mundo e à OMS que encarem nossa retirada da organização como um alerta”, disse ele em um vídeo gravado na Fox News e depois transmitido para a assembleia.
“Já entramos em contato com países com ideias semelhantes e incentivamos outros a considerarem se unir a nós”, afirmou.
Seu discurso não provocou uma resposta imediata da assembleia. Diplomatas e ministros assistiram à fala em silêncio.
Trump acusou a OMS de má gestão da Covid e de estar muito próxima da China —acusações que a organização nega.
Kennedy é advogado ambientalista e há muito tempo semeia dúvidas sobre a segurança e eficácia de vacinas que ajudaram a conter doenças e prevenir milhões de mortes ao longo das décadas, além de ter enfrentado parlamentares norte-americanos na semana passada durante uma audiência interrompida por manifestantes.
Em seus comentários à OMS, Kennedy a descreveu como “presa a um inchaço burocrático, paradigmas enraizados, conflitos de interesse e política de poder internacional”.
“Não precisamos aceitar os limites de uma OMS moribunda –vamos criar novas instituições ou revisitar instituições existentes que sejam enxutas, eficientes, transparentes e responsáveis”, disse ele.
Os comentários de Kennedy foram transmitidos poucas horas depois de os países membros adotarem, na terça (20), um acordo para melhor se prepararem para futuras pandemias.
Kennedy afirmou que o acordo “consolidaria todas as disfunções da resposta da OMS à pandemia”.