Besteira, loucura e desconexão da realidade: assessores de Donald Trump descrevem a alegação de fraude eleitoral em 2020

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© Reuters/RACHEL MUMMEY. Donald Trump

Assessores alertaram Trump que alegações de fraude eleitoral não eram legítimas (veja vídeo clicando aqui)

Importantes assessores do então presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmaram que disseram a ele que as acusações de fraude eleitoral generalizada não eram fundamentadas e não reverteriam sua derrota nas urnas, de acordo com um depoimento por vídeo transmitido nesta segunda-feira pelo comitê que investiga a invasão de 6 de janeiro de 2021 no prédio do Legislativo norte-americano.

Em um depoimento por vídeo, o ex-procurador-geral de Trump William Barr rejeitou as acusações de fraude como “besteira” e “loucura”. “Se ele realmente acredita nessas coisas, ele se descolou da realidade”, disse Barr.

Donald Trump, e William Barr no dia 15 de maio de 2019 — Foto: Reuters/Carlos Barria
Donald Trump, e William Barr no dia 15 de maio de 2019 — Foto: Reuters/Carlos Barria

O painel da Câmara dos Deputados, liderado por membros do Partido Democrata, defende a tese de que Trump decidiu afirmar que a eleição presidencial de 2020 foi “roubada” dele, mesmo com muitos membros de sua equipe afirmando que o democrata Joe Biden recebeu mais votos.

“Ele e seus assessores mais próximos sabiam que as acusações eram falsas, mas continuaram insistindo nelas mesmo assim, até o momento em que uma turba de apoiadores de Trump atacou o Capitólio”, afirmou a deputada democrata Zoe Lofgren ao painel em sua segunda audiência.

Trump nega qualquer irregularidade, e tem repetidamente insistido que não perdeu, classificando a investigação do comitê como uma “caça às bruxas política”.

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