Bolsonaro alfineta Rosa Weber: “Quer ser presidente, que se candidate”

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Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alfinetou, durante entrevista à Jovem Pan de Curitiba, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, dizendo que algumas decisões atrapalham o andamento da nação e sem citar nomes que, se alguns querem ser presidentes, “que se candidatem”.

Weber suspendeu o pagamento das emendas de relator, que viabilizaram o chamado orçamento secreto no Congresso.

“Os argumentos usados pela relatora no Supremo não são justos, dizer que nós estamos barganhando. Como posso barganhar, se o dono da caneta é o relator, é um parlamentar? Não é secreto porque está no DOU. Pelo que estou sabendo, o ministro Fux, na semana que vem, deve levar ao plenário para resolver essa questão”, disse Bolsonaro.

O presidente citou as emendas do relator, chamadas de RP9, para justificar suas críticas. “Além de cada parlamentar ter, de forma impositiva, R$ 15 milhões por ano, o montante semelhante a esse cabe ao relator fazer a redistribuição”, continuou.

Em decisão cautelar, a ministra considerou que o regramento pertinente a esse tipo de emenda precisa de ampla publicidade, em plataforma centralizada.

A decisão ocorre após análise de ação do Partido Socialismo e Liberdade (PSol) que considerou as emendas como instrumento que “distancia-se de ideais republicanos, tornando imperscrutável a identificação dos parlamentares requerentes e destinatários finais das despesas nelas previstas”.

Moro

Bolsonaro relembrou acontecimentos passados e relacionados ao ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

“É uma atrás da outra, né? A mesma Rosa Weber, que há pouco tempo, quando decidi zerar o imposto sob importação de armas, achou que era injusto e vetou. Acho que há um excesso de interferência do Judiciário no Executivo. Há um excesso! Até quando eu quis indicar alguém para a superintendência, ou melhor, para o diretor-geral da PF, houve interferência”, se queixou Bolsonaro.

O presidente disse lamentar essas ações, que, segundo ele, não são o papel do Supremo. “Os poderes têm que ser respeitados, mas as decisões de alguns atrapalham o andamento da nação. Quem quer se presidente da República que se candidate”, finalizou.

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