“Vai faltar comida para nós e para o mundo. Se hoje eu aderir ao boicote e resolver [a guerra], tudo bem. Vai resolver? Não vai resolver. Lamento a situação. Eu não posso, em uma guerra longe do Brasil, trazer fome, desgraça para o povo brasileiro”, afirmou.
Apesar da ligação entre Bolsonaro e Zelensky ter sido divulgada em julho do ano passado, o então presidente brasileiro não deu detalhes da conversa, dizendo que o conteúdo não poderia vazar: “É segredo de Estado.”
No entanto, após o encontro virtual, o líder ucraniano foi às redes sociais e fez um curto comunicado sobre o diálogo.
“Eu o informei sobre a situação no front. Discutimos a importância de retomar as exportações de grãos ucranianos para evitar uma crise alimentar global provocada pela Rússia”, publicou Zelensky no Twitter.
O líder ucraniano também reforçou seu pedido recorrente de que os países apliquem sanções contra os russos.
“Peço a todos os parceiros que se juntem às sanções contra o agressor”, concluiu o tweet de Zelensky.
Bolsonaro também chegou a se reunir com o presidente russo Vladimir Putin uma semana antes do início da guerra, em fevereiro de 2022.
Na ocasião, Bolsonaro demonstrou afirmou que o Brasil era “solidário à Rússia” e que ambos países tinham “muito no que colaborar”, citando temas de defesa, agricultura e petróleo e gás.
Naquele momento, a Rússia já estava em crise com a Ucrânia e os países-membros da Otan diante de um tensionamento com o acúmulo de tropas russas na região da fronteira ucraniana.
* Publicado por Léo Lopes, com informações de Gabriele Koga