Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Foto: Daniel Ferreira
Governadores dos três principais Estados do Brasil, em importância econômica, política e em proporção de votos, anunciaram apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro. A onda de apoios à direita fez o candidato do PL largar à frente do ex-presidente Lula por ampla margem nesta corrida eleitoral do segundo turno.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do País, concentra 22,16% dos eleitores. Em seguida aparece Minas, com 10,41% dos eleitores – o Rio concentra 8,2% dos eleitores. Bolsonaro conquista, também, apoio de poderosas máquinas públicas, que estarão a partir de agora azeitadas ao seu paladar político.

O primeiro apoio veio do governador reeleito de Minas Gerais. Romeu Zema, do Novo. Ele disse que sempre dialogou com Bolsonaro e disse que neste momento era preciso colocar as divergências de lado. “Acredito muito mais na proposta de Bolsonaro do que do adversário”, afirmou ao declarar endosso a Bolsonaro.
Ainda em Brasília, Claudio Castro (PL), governador reeleito no Rio de Janeiro, foi além. Disse que vai fazer do Estado a “capital da vitória do chefe do Executivo. “Não preciso lhe franquear o meu apoio porque isso o sen mil votos de hor já tem desde sempre. Mas dizer aqui que o Rio de Janeiro vai se superar, já tivemos mais de 800 mil votos de diferença e, agora, vamos sacramentar a vitória”, anunciou Castro.
Depois do almoço, foi a vez do governador de São Paulo, derrotado nas urnas, anunciar que vai atuar pela campanha de Bolsonaro no Estado. Rodrigo Garcia se encontrar com Bolsonaro e declarar apoio incondicional. Bolsonaro comemorou. “Esse apoio é muito bem-vindo, agradeço de coração a ele”.

Esses apoios podem ser decisivos para Bolsonaro reverter a vantagem do ex-presidente Lula. O Sudeste é fundamental nesta campanha tanto que as campanhas já concentraram as agendas públicas no primeiro turno na região. Em Minas, Lula venceu Bolsonaro por margem apertada – a diferença foi pouco superior a meio milhão de votos. Em São Paulo, Bolsonaro já venceu – reuniu 12,2 milhões de votos contra 10,4 milhões de Lula. O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro, 4,8 milhões contra 3,8 milhões de Lula.
Enquanto Bolsonaro nadava de braçada em apoios importantes, a campanha petista obteve o apoio do Cidadania e do PDT. Ciro Gomes endossou a decisão do seu partido, mas em sua declaração de apoio não citou o nome do ex-presidente Lula. Para o cálculo de apoios no segundo turno, resta a posição de Simone Tebet (MDB). A senadora é dona de um patrimônio de 4,9 milhões de votos – neste momento da campanha, é um capital e tanto.
*Com reportagem de Gustavo Queiroz, Pedro Venceslau, Iander Porcella, Beatriz Bulla, Eduardo Gayer