Branco passa em branco, recua e torna ainda mais estranho acordo na Assembleia

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Branco Mendes. Foto: Reprodução

Por Josival Pereira

O deputado Branco Mendes (Republicanos) prometeu um escarcéu, em pronunciamento na semana passada, como reação ao anúncio do colega Adriano Galdino que seria também candidato à presidência da Assembleia para o primeiro  biênio da atual legislatura (2023/2024). Acumularia os dois biênios, já que era o candidato para o segundo período.

O anúncio, supostamente, quebraria um acordo firmado, com papel passado, no qual havia assinaturas de 30 parlamentares. Branco acusou o golpe e insinuou que haveria traição no jogo da mudança, impingindo ou tentando impingir a peça de traidor no deputado Adriano Galdino.

A reação barulhenta de Branco criava um clima de desconforto e constrangimento moral para todos. Pela suposta quebra de acordo, pelas assinaturas aparentemente negadas, pela impressão de que a Assembleia era uma casa de negócios.

Logo após o pronunciamento de Branco, os deputados Wilson Filho e Tião Gomes deram declarações revelando que Branco tinha ciência que Galdino seria candidato ao primeiro biênio se houvesse condições jurídicas para tal, o que teria sido apontado pela Procuradoria Jurídico da Assembleia. Assim, o parlamentar não teria razão na reclamação que fazia.

Uma semana depois, Branco volta à imprensa para desdizer o que tinha dito. Agora, ele se diz amigo de toda vida e para tudo do deputado Adriano Galdino e retira a  pretensão de ser candidato à presidência da Mesa da Assembleia.
Um detalhe é que, no dia anterior, Galdino tinha anunciado que iria se reunir e conversar com Branco. A conversa parece ter surtido efeito. Branco passou em branco e agora tenta limpar a imagem dos parlamentares e da Assembleia que havia tisnado com suas declarações.

Frise-se: tenta limpar. Na verdade, pode até ter piorado, e agora com o envolvimento do próprio Branco. Ora, se sua candidatura não era pra valer, por que foi anunciada? Por que o suposto compromisso de apoio foi assinado por 30 deputados? Se dependia de um simples parecer jurídico, por que não esperar um pouco? Qual a razão da celebração de uma farsa de acordo se tudo estava resolvido?

Difícil entender essa estranha movimentação ou nem tão difícil assim, para bons entendedores.

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