Brasil é um dos países contemplados pela Pfizer para produzir genéricos anticovid
© Reuters - PFIZER
A farmacêutica norte-americana Pfizer firmou acordos de licenciamento patrocinados pela ONU com 35 laboratórios, permitindo a fabricação de uma versão genérica e mais barata de seu tratamento contra a Covid-19, segundo anúncio desta quinta-feira (17). O Brasil é um dos países contemplados.
Sob os termos de um acordo alcançado com o laboratório norte-americano em novembro, o Medicines Patent Pool (MPP) – uma organização internacional apoiada pelas Nações Unidas e com sede em Genebra – concedeu licenças a 35 laboratórios que produzirão um tratamento por via oral, o “nirmatrelvir”, contra a Covid-19, para abastecer 95 países pobres.
Estes acordos “darão aos pacientes carentes de todo o mundo acesso a um tratamento oral contra a Covid-19”, disse Albert Bourla, CEO da Pfizer.
Das 35 empresas envolvidas na iniciativa, 19 são indianas e cinco são chinesas, disse o MPP. As outras licenças são divididas entre Bangladesh, Brasil, República Dominicana, Jordânia, Israel, México, Paquistão, Sérvia, Coréia do Sul e Vietnã.
Também foi concedida uma licença a um laboratório ucraniano, que ainda não pôde assinar formalmente devido ao conflito naquele país.
Tratamentos
O Nirmatrelvir, combinado com o ritonavir, corresponde ao tratamento Paxlovid do laboratório Pfizer destinado sobretudo às populações de risco, como pessoas muito idosas, pessoas imunocomprometidas, pessoas com certas doenças raras, etc.
O comprimido é administrado por via oral, a um ritmo de três comprimidos por dia, durante cinco dias. Recomenda-se tomá-lo o mais rápido possível após um diagnóstico positivo com o Covid-19 e, no máximo, dentro de cinco dias após o início dos sintomas.
Eficaz contra a vairante ômicron, este tratamento reduz o risco de ser hospitalizado ou morrer de Covid em cerca de 85%, de acordo com estudos clínicos. A Alta Autoridade Francesa de Saúde autorizou o remédio anticovid como tratamento na França em janeiro de 2022.
(Com AFP)