A conferência na Arábia Saudita foi confirmada no domingo (30) por Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Trata-se de uma ampliação de outro encontro ocorrido em Copenhagen, na Dinamarca, nos dias 24 e 25 de junho.
Aquela foi uma reunião menor, com as presenças dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), Índia, África do Sul, Turquia e Arábia Saudita – além do Brasil, que foi representado pelo assessor de relações especiais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Celso Amorim.
O governo de Kiev anunciou que se trata de uma conferência para discutir a paz, mas o governo da Rússia não foi convidado.
A China, maior aliada de Moscou, foi convidada para as duas reuniões, mas não participou da primeira e deve se afastar da segunda também.
Mas dois países mais próximos de Moscou estarão presentes: a própria Arábia Saudita e a Turquia, que já ajudou a mediar o acordo para exportação de grãos ucranianos – do qual o presidente Vladimir Putin se retirou no início de julho.
A intenção oficial do presidente Zelensky é debater e aprimorar o seu plano de paz de 10 pontos, apresentado em novembro do ano passado.
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O plano exige a retirada imediata das tropas russas que ocupam ilegalmente o país, além de exigir compensações e segurança nuclear e ecológica.
Na prática, o objetivo é conseguir mais apoio dos países que não estão alinhados com Kiev – especialmente o sul global, já que o país já conta com o suporte praticamente irrestrito da Europa e Estados Unidos.
Sem a presença dos russos, o encontro dificilmente pode ser rotulado sobre uma conferência de paz.
O Brasil, por exemplo, é um dos países que adota esta postura.
Na reunião de Copenhagen, Amorim deixou claro que a posição de Brasília é a de que representantes de Moscou precisam participar de qualquer discussão para a resolução do conflito.