Caso Kauã e Joaquim: Ex-pastor pode ir a júri popular em março
Georgeval e os irmãos Kauã e Joaquim. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Por Paulo Moura
O ex-pastor Georgeval Alves Gonçalves pode ir a julgamento em março de 2023 pelo estupro e morte do filho Joaquim Alves e do enteado Kauã Butkovsky. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) à reportagem da TV Gazeta Norte, do Espírito Santo. O crime aconteceu em 2018.
Ao ser questionado sobre a data do julgamento, o TJES respondeu que “a perspectiva é que o julgamento seja designado para o mês de março, se o processo estiver pronto para julgamento”. Georgeval teve diversas trocas de defesa recentemente após seus representantes renunciarem.
De acordo com a Corte capixaba, após o réu não escolher um novo defensor, o magistrado do caso nomeou um advogado dativo – que exerce papel de defensor público, mas que não faz parte da Defensoria Pública – para representá-lo, mas esse profissional não aceitou representar Georgeval.
Diante desse quadro, um segundo advogado dativo foi nomeado, mas também rejeitou a defesa. Só após um terceiro advogado ser escolhido é que o caso teve prosseguimento. Desde o dia 4 de novembro, quem defende o réu é Déo Moraes Dias. Ao site A Gazeta, ele esclareceu que o júri deve ocorrer nos primeiros dias de março.
– A priori está marcado para essa data. Se a defesa não estiver preparada pode mudar, mas vai ser na primeira semana de março – declarou.
SOBRE O CASO
Os irmãos Joaquim Alves, na época com 3 anos, e Kauã Salles Butkovsky, de 6 anos de idade, foram assassinados em 21 de abril de 2018 na residência onde moravam, em Linhares, no Espírito Santo. Segundo a Polícia Civil, eles sofreram abuso sexual e estavam vivos, desacordados em uma cama, antes de morrerem após um incêndio criminoso.
Quem estava na casa com os meninos era justamente Georgeval Alves Gonçalves, acusado do crime. Ele era pai de Joaquim e padrasto de Kauã, filho de outro casamento de Juliana Pereira Sales, esposa do ex-pastor.
A decisão que confirmou a ida de Georgeval a júri popular foi proferida em maio de 2019. O ex-pastor, que segue preso, responderá por homicídio duplamente qualificado, estupro de vulnerável e tortura.