‘Cerco político’, diz ministro Márcio Macêdo sobre possibilidade de ser substituído por Boulos

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Ministro Márcio Macêdo durante conversa com jornalistas nesta terça-feira (17). — Foto: Guilherme Mazui/g1

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, classificou como um “cerco político” a possibilidade de deixar o cargo. A fala foi proferida na sexta-feira (26) em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

“Esse é um cerco político desde o início, já vai na nona onda, posso pedir gol no ‘Fantástico’ três vezes. São nove vezes que dizem que vou sair. Sou muito bem resolvido na minha cabeça. O cargo é do presidente, que pode tirar e fazer mudança a hora que ele quiser”, disse Macêdo, em declaração após anúncio de liberação de verbas para municípios da bacia do Rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo.

O presidente avisou a aliados que o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) deverá ser anunciado como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência no lugar de Márcio Macêdo (PT).

A pasta é responsável pela interlocução do governo com movimentos sociais e tem seu gabinete no Palácio do Planalto.

Um dos objetivos dessa mudança é reanimar a base social, sobretudo a juventude. A ideia é também ganhar maior combatividade nas redes sociais frente à artilharia bolsonarista. A meta é de crescimento contínuo nas redes na tentativa de repetir números de 2022, quando a campanha do presidente conquistou maior visibilidade no calor da disputa.

De acordo com relatos, Macêdo pode se dedicar à campanha para ser eleito deputado federal por Sergipe no próximo ano.

“Não tenho projeto pessoal, tenho projeto coletivo. Era deputado federal na ultima eleição e não fui pra reeleição para ajudar a coordenar a eleição do presidente Lula. Meu projeto é a reeleição do presidente Lula. Se eu vou disputar eleição, ele que vai definir”, disse Macêdo.

O ministro reafirmou que não teve conversas com Lula sobre uma eventual troca no comando da Secretaria-Geral da Presidência.

“O presidente nunca tratou comigo sobre saída do ministério e reconheço que ele tira e bota a hora que ele quiser, não tenho problema sobre isso (…) Fica no campo da fofoca política isso pra mim, vamos continuar trabalhando e ajudando o presidente Lula.”

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