‘Chá revelação de traição’ vai parar na Justiça após vídeo expondo infidelidade se tornar viral

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Mulher reúne familiares e faz 'chá revelação' para expor traições do companheiro — Foto: Reprodução

Rafael Eduardo Schemmer, 27, que teve traições expostas pela ex-companheira nas redes sociais, decidiu entrar com um processo contra Natália Kank. Na ação civil, que corre em segredo de Justiça, o agricultor pede uma indenização por danos morais. O portal F5 apurou que o valor solicitado é de R$ 100 mil.

Em conversa com a equipe do portal F5, o advogado de Rafael, José Luiz Dorsdt, confirmou a abertura do processo e afirmou que a principal prioridade da defesa é remover o vídeo da internet e conter a multiplicação de memes, piadas e julgamentos. “A vida do meu cliente, no momento, está arruinada. Ele é humilhado quando sai às ruas e virtualmente”, relatou.

O advogado não descartou a possibilidade de uma conciliação em prol do filho do casal, mas antecipou que Rafael já pediu a dissolução da união estável —eles estavam juntos havia um ano e dez meses— e a partilha de bens. “Futuramente, ele quer definir o que será importante: pensionamento, guarda e visitação, algo corriqueiro no direito de família.”

O caso ganhou repercussão após o vídeo, gravado no município de Quinze de Novembro, a 308 km de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. O episódio aconteceu no último dia 9, na casa dos pais de Rafael, durante um chá revelação do bebê do então casal.

Natália está grávida de 11 semanas de um menino, que se chamará Teodoro. O portal F5 tentou contato com ela, que respondeu com um comunicado por meio de sua assessoria de imprensa. “Informamos que, no momento, Natália não está concedendo entrevistas nem se pronunciando publicamente. Esclarecemos, ainda, que não há qualquer processo judicial em curso, exceto o relacionado ao divórcio”, diz o texto.

Confira abaixo os principais pontos da entrevista com o advogado José Luiz Dorsdt.

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O seu cliente, Rafael Eduardo Schemmer, pretende abrir um processo contra a agora ex-mulher por exposição? Seria por calúnia?
Ele registrou ocorrência e terá até seis meses, a contar do fato, para mover ação criminal por difamação. Isso não é uma obrigação, pois as responsabilidades criminais e civis são independentes. Uma futura decisão de representar contra Natália Kank dependerá da postura dela daqui para frente. Na esfera civil, um processo já foi ajuizado, e provavelmente outros serão, como a dissolução de união estável e partilha. Quando o filho nascer, será importante definir pensionamento, guarda e visitação, algo corriqueiro no direito de família.

Como está a vida de Rafael com essa exposição?
No momento, arruinada. Ele é humilhado quando sai às ruas e virtualmente. Anos e anos se passarão até que retome uma vida de quase normalidade, pois escândalos dessa envergadura, numa sociedade pequena como Quinze de Novembro, com apenas 5 mil habitantes, jamais são esquecidos —no máximo, abrandados com o passar do tempo.

A prioridade da defesa é remover o vídeo da internet e conter a multiplicação de memes, piadas e julgamentos públicos?
Exato, esse é o objetivo imediato e principal.

O processo corre em segredo de Justiça? Existe a cobrança de uma indenização?
Considero inoportuno falar sobre o que deve ficar em segredo de Justiça.

Existe a possibilidade de uma conciliação ou de eles reatarem o casamento?
No momento, não, pois foi de Rafael a iniciativa de pedir a separação, seis dias antes do malfadado chá, por sentir-se indigno de manter uma união tendo outra às escondidas. No vídeo viralizado, Natália também diz que não há possibilidade de reconciliação. Portanto, os comportamentos de ambos indicam que a reconciliação é altamente improvável, mesmo num futuro distante.

O senhor classifica esse episódio como uma simples “discordância conjugal”?
Discordâncias conjugais podem existir em todos os lares, o tempo todo, pois de ninguém se espera unanimidade de pensamentos e ações. Mas vingança emocional pela via virtual amplifica milhares de vezes os danos nas relações pessoais. Reconstruir uma relação conjugal, depois disso, beira o impossível. A pública exposição de um deslize no casamento viola princípios constitucionais e normas legais bem conhecidas. O recomendável é que os dissensos familiares sejam resolvidos com discrição, de forma privada.

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