Cidadão agora pode denunciar posto que não divulgar comparação de preços
Funcionário tenta organizar fila de carros em posto de combustível localizado na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo. © Daniel Teixeira/Estadão
Por Mariana Costa
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta segunda-feira (11/7), um canal para que cidadãos denunciem os postos de gasolina que não cumprirem o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PL) que obriga a divulgação dos valores cobrados.
Segundo o órgão, por um site (clique aqui para acessá-lo), os consumidores poderão informar o nome do posto, a localização e se o estabelecimento informa em local visível o preço dos combustíveis cobrados em 22 de junho. O link permite ainda que o cidadão envie uma foto do posto denunciado.
Na última quinta-feira (7/7), o presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou decreto estabelecendo a obrigatoriedade de divulgação dos preços dos combustíveis cobrados em 22 de junho de 2022 para efeito de comparação com o valor atual.
A fim de cumprir o decreto, a pasta também promove, nesta segunda, em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), uma operação que mobiliza os Procons estaduais para fiscalizar a precificação.
Para saber se o valor cobrado na revenda aos postos segue a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a Agência Nacional do Petróleo (ANP) junto com a Senacon, fiscalizará as distribuidoras de combustíveis.
Entenda o decreto
O dia 22 de junho marca a data de limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo. Desde então, produtos desse setor passaram a ser classificados como essenciais e indispensáveis.
Assim, os estados ficaram proibidos de cobrar taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia entre 17% e 18%. O resultado veio com a queda brusca no preço de combustíveis ao consumidor, depois de briga entre a Petrobras e o governo. O litro, que chegou a passar de R$ 8 na capital federal, por exemplo, hoje pode ser encontrado abaixo de R$ 6.
Com a obrigação, o governo estampa nos postos uma das guerras que travou com a Petrobras e os governadores para que o preço do combustível abaixasse. E consegue isso a três meses das eleições, quando uma das principais reclamações da população é exatamente a inflação e o aumento da gasolina.
O decreto de hoje também ordena que devem ser informados separadamente os preços praticados dos combustíveis automotivos; o valor aproximado relativo ao ICMS, PIS/Pasep, Cofins e à Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Cide) do produto. O decreto vale a partir desta quinta até 31 de dezembro deste ano.