A exposição do homem forte de Dino chamou atenção do PT, que está em campanha aberta pelo fatiamento da pasta e a criação do Ministério da Segurança Pública.
Em conversas reservadas, aliados de Dino dizem que a movimentação de Cappelli é uma forma de “proteger” o ministério do assédio dos petistas e reforçar a narrativa contrária à divisão da pasta.
Flávio Dino tem dito que a mudança não faz sentido e que gasta 90% do seu tempo com ações relacionadas à segurança pública.
A reportagem apurou que o ministro havia ouvido de Lula em setembro que a tese do desmembramento estava descartada, mas uma declaração recente do presidente após os ataques das milícias no Rio de Janeiro ventilando a criação do Ministério da Segurança Pública surpreendeu Dino e deu munição ao PT.
Ex-presidente da UNE, Cappelli tornou-se o braço direito de Dino quando ambos estavam no PCdoB no fim dos anos 90.
Um dos argumentos usados pelo PT para criticar a possível escolha do secretário executivo como sucessor de Dino caso o pessedista vá para o STF é a falta de uma formação jurídica adequada.
Quando questionado sobre isso, Cappelli, que é formado em jornalismo, lembra que o presidente Lula foi alvo de críticas semelhantes quando disputou a Presidência e ressalta que têm especialização em administração pública pela FGV.