Com Sergio Moro ameaçado, políticos se mobilizam por possível vaga no Senado

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Sergio Moro. Foto: Reprodução

Por Tainá Farfan

Em conversas de partidos políticos e parlamentares, um assunto tem se tornado cada vez mais recorrente: a possibilidade de cassação do mandato do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR) ainda este ano e, com isso, a convocação de eleições suplementares para eleger um novo senador pelo Paraná.

Há seis “pré-candidatos” de olho na vaga que pode ser aberta no Senado Federal.

O PL e a Federação Brasil Esperança (PT, PCdoB e PV) moveram ações na Justiça Eleitoral pedindo a cassação de Moro, apontando suposto abuso de poder econômico por gastos irregulares do ex-juiz ainda durante a pré-campanha, quando era filiado ao Podemos e ensaiava disputar a Presidência da República.

Por se tratar de uma situação de possível irregularidade eleitoral, tanto ele quanto seus suplentes teriam se beneficiado. Por isso, a cassação, nesse caso, abrangeria a chapa toda.

Se houver condenação pela Justiça Eleitoral, a chapa é cassada, e novas eleições são convocadas. Ainda assim, Moro ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Porém, a avaliação é que a Corte deve seguir o mesmo entendimento do caso da cassação da ex-senadora Selma Arruda (Podemos-MT), convocando novas eleições.

Um dos pré-candidatos à possível vaga é o secretário de Indústria e Comércio do Paraná, Ricardo Barros, que foi líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados e ex-ministro da Saúde de Michel Temer.

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