Começa expedição liderada por brasileiros que busca completar a maior circum-navegação na Antártida

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A imagem mostra um grande navio de carga laranja atracado em um porto. O céu está parcialmente nublado, com algumas nuvens brancas. O navio é visível em um ângulo que destaca sua proa e parte do convés. Ao fundo, há estruturas portuárias e um caminho pavimentado ao lado do navio.
Navio quebra-gelo Akademik Tryoshnikov atracado no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul – Marcelo Curia/Divulgação

Liderada por brasileiros, começou, no sábado (23), pouco depois das 2h, a expedição científica que pretende completar a maior circum-navegação na Antártida. A bordo de um navio quebra-gelo russo, os cientistas devem passar 60 dias explorando mais de 20 mil quilômetros da costa antártica e realizando pesquisas sobre mudanças climáticas.

O início da expedição contou com uma solenidade de lançamento, no porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Segundo o plano de navegação, o navio Akademik Tryoshnikov —com 133,53 metros e uma largura de 23,25 metros—, do Instituto de Pesquisa Ártica e Antártica, de São Petersburgo, deve chegar ao oceano austral em sete dias. A partir daí será iniciada de fato a circum-navegação.

O quebra-gelo russo, segundo o glaciologista Jefferson Simões, do Centro Polar e Climático da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e líder da expedição, é 1 dos 5 quebras-gelo científicos no mundo.

A cada cerca de 200 km deve ocorrer uma parada para pesquisas. Entre as paradas, 32 serão feitas para coleta de dados oceanográficos, nove em estações científicas de Rússia, China e Índia e outras 16 para coleta dos chamados testemunhos de gelo —recolhem-se camadas profundas de gelo, nas quais é possível identificar características de eras passadas.

Além disso, o navio servirá de apoio para um avião que realizará levantamentos geofísicos, o que pode auxiliar em estudos sobre aumento do nível do mar.

A tripulação é composta de 140 pessoas, das quais 61 são pesquisadores de Brasil (que possui o maior contingente), Rússia, Índia, China, Argentina, Chile e Peru. Também estão na tripulação membros da Fundação Albédo pour la Cryospère, voltada para a pesquisa e a conservação do gelo e da neve, que financia 97% dos US$ 6 milhões (R$ 37,7 milhões) estimados para a expedição.

A empreitada também tem apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da FAPERGS (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul).

Completam a tripulação uma equipe documentarista e um fotógrafo.

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