Como a Lua influencia o clima na Terra
Redação 25 de novembro de 2021 0
Foto: Shutterstock
Nós, habitantes da Terra, temos um certo fascínio pela Lua e como ela impacta nosso planeta, talvez porque ela esteja tão próxima de nós. Pergunte a qualquer um que goste de astrologia e ele te dirá: é tudo sobre a Lua. Muito do que as pessoas acreditam sobre a maneira como a Lua nos afeta, porém, pode ser considerado como mito. Na verdade, há formas bem sutis em como a Lua e suas forças afetam nosso planeta. Confira esta galeria e descubra como a Lua influencia o nosso clima!
Vínculo inegável
Desde tempos imemoriais, nós, terráqueos, somos obcecados pela Lua. Não conseguimos ignorar a sensação de que a luz noturna do nosso planeta está ligada a nós de uma forma bem entrelaçada.
Fato vs. ficção
Embora existam muitos mitos sobre a forma como a Lua influencia a Terra, ela de fato afeta nossos padrões climáticos de várias maneiras sutis.
O Big Bang
Isso não é tão surpreendente quando você considera que a Lua é apenas uma parte que voou quando dois planetas antigos colidiram para formar a Terra bilhões de anos atrás.
Marés
A influência mais óbvia da Lua na Terra pode ser vista nas marés do nosso planeta. À medida que a Terra segue sua rotação diária, a Lua “puxa” para si a água oceânica disponível mais próxima.
Imagem espelhada
Isso cria uma saliência no oceano, que é então espelhada do outro lado do mundo, graças à força centrífuga causada pela rotação da Terra.
O que vemos
É a rotação entre essas enormes protuberâncias aquáticas que nos dá as marés alta e baixa que vemos duas vezes ao dia.
Um pouco mais complexo
Um efeito mais complexo da Lua em nosso clima envolve uma pequena coisa chamada ciclo nodal lunar. A órbita da Lua não fica no mesmo nível em relação a linha do equador do nosso planeta.
Ciclo nodal lunar
Na verdade, a cada 18,6 anos, a Lua se move entre -5 e +5 graus em relação ao equador. As marés são muito mais exageradas quando a órbita da Lua e a linha do equador estão alinhadas.
E daí?
Você provavelmente está se perguntando o que tudo isso significa. É claro que o ciclo nodal lunar sempre esteve conosco, mas está se tornando mais relevante no contexto do aquecimento global.
Atenção: risco de inundação
De acordo com a NASA, o aumento do nível do mar devido às mudanças climáticas, combinado com a posição da órbita da Lua, causará um aumento sério nas inundações das marés altas durante a década de 2030.
Avisos de alagamentos
Esse aumento das inundações nas marés altas pode ter sérias, e até devastadoras, consequências para as comunidades costeiras, tanto humanas quanto de outras espécies.
A realidade
Falando em inundações na maré alta, um pesquisador da NASA disse: “Agora é um inconveniente, mas vai se tornar difícil ignorar, difícil de conviver”.
Ao pé da letra
“Podemos ver quatro vezes mais a quantidade de inundações de uma década para a outra. O ciclo nodal lunar afeta todos os locais da Terra e o nível do mar está subindo em todos os lugares.”
Consequências na vida real
Em nível humano, isso pode dificultar a permanência das empresas em áreas costeiras, aumentando o desemprego e prejudicando a economia.
Impacto na vida selvagem
Os manguezais de água salgada também podem sofrer, uma vez que o pico do ciclo lunar combinado com o alto nível do mar cria uma séria possibilidade de afogar os habitantes do manguezal, como camarões, caranguejos e insetos.
Quando os invertebrados de um manguezal desaparecem, as espécies que se alimentam deles, incluindo os humanos, inevitavelmente sofrem também.
Manter em mente
Não podemos esquecer também que os manguezais são importantes ambientalmente, uma vez que são capazes de armazenar mais carbono do que outros ecossistemas terrestres.
ENSO
Há outro evento em particular que os cientistas acreditam que pode ser afetado pelo ciclo nodal lunar. É referido por especialistas como a “Oscilação El Niño-Sul”.
Status quo
O estado normal das coisas quando se trata dos ventos do nosso planeta é que ventos fortes sopram a água quente da superfície a oeste da América do Sul e a água fria sobe em seu lugar.
Dois eventos
Em um evento do El Niño, esses ventos são enfraquecidos ou revertidos, enquanto durante um evento de La Niña eles são exagerados. Ambos os eventos provocam um clima mais extremo em todo o mundo.
Causa
Os cientistas acreditam que a mudança entre esses dois eventos pode ser impulsionada por uma onda oceânica subsuperficial movida pela força gravitacional da Lua.
Poder profetizador
De fato, pesquisadores da Universidade de Tóquio acreditam que podemos ser capazes de prever a mudança olhando para o ciclo nodal de 18,6 anos da Lua.
Prevenção de climas extremos
Isso pode nos ajudar a prever melhor quando eventos climáticos extremos provavelmente ocorrerão, o que nos permitirá nos prepararmos melhor para eles.
Temperaturas polares
Os cientistas também acreditam que a Lua afeta as temperaturas polares, mas não por causa de seu ciclo nodal, e sim por causa da quantidade diferente de luz refletida quando ela cresce ou mingua.
Gelo ártico
Pesquisas mostram que os polos ficam 0,55°C mais aquecidos durante a Lua cheia. As forças das marés também podem quebrar mantos de gelo e alterar os fluxos de calor do oceano, afetando os níveis de gelo do Ártico.
Níveis de correntes
De acordo com um especialista do Centro Nacional de Oceanografia, a Lua cria correntes e ondas tanto na superfície do oceano quanto mais abaixo.
Impacto no gelo
“Essas correntes e ondas podem derreter ou quebrar o gelo marinho, devido ao transporte e mistura de águas mais quentes ou devido a movimentos de tensão que atuam para rasgar o gelo em pedaços menores, que são então mais suscetíveis ao derretimento.”
Outras correntezas
Finalmente, não podemos esquecer que a Terra e a atmosfera também experimentam marés (correntezas), assim como os oceanos, e a Lua tem um impacto em todos.
Correntezas terrestres
As correntezas terrestres não são diferentes das marés oceânicas: a Terra cria saliências com a atração da Lua e acredita-se que isso possa desencadear atividade vulcânica e terremotos.
Correntezas atmosféricas
Com as correntezas atmosféricas, a energia flui da camada superior da atmosfera para a inferior, alterando a pressão atmosférica e impactando nas chuvas.