Como as eleições na Eslováquia podem prejudicar a Ucrânia na guerra
Ex-primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, durante comício eleitoral em Banovce nad Bebravou, na Eslováquia. foto: reuters
por Jan Lopatka e Radovan Stoklasa,
“Somos um país pacífico. Não enviaremos uma munição sequer para a Ucrânia“, disse o candidato nas eleições da Eslováquia Robert Fico para cerca de 300 apoiadores em um comício na semana passada na cidade de Banovce nad Bebravou, no oeste do país.
A Eslováquia vai às urnas em 30 de setembro, e o ex-primeiro-ministro populista é favorito na disputa.
Caso ele cumpra sua promessa, isso representará uma mudança radical na Eslováquia, até agora uma forte aliada de sua vizinha do leste, a Ucrânia, na guerra contra a Rússia.
O país forneceu armas e forte apoio político à Ucrânia dentro da União Europeia e da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Eles terão que se sentar de qualquer maneira e chegar a um acordo”, disse Fico sobre os países em guerra. “A Rússia nunca deixará a Crimeia, nunca deixará os territórios que controla.”
A vitória de Fico não é garantida. Nenhum partido é cotado para garantir a maioria no Parlamento, e a formação de um governo de coalizão pode ser difícil. Diplomatas ocidentais e autoridades em Kiev também dizem que um país pequeno como a Eslováquia só pode atuar até certo ponto para alterar a política da União Europeia e da Otan.