Conheça o ‘bombardeiro invisível’ dos EUA, com previsão de voo para 2023
Projeção artística de como será o B-21 Raider, novo bombardeiro “invisível” dos EUA. Foto: Reprodução
O novo “bombardeiro invisível”, avião militar indetectável por radares, da Força Aérea dos EUA, decolará para seu primeiro voo em 2023. Intitulada B-21 Raider, a aeronave está atualmente em desenvolvimento pela empresa estadunidense Northrop Grunman Corporation, terá capacidade de carregar armas convencionais e termonucleares, e virá para substituir a frota de 20 aviões do modelo B-2 Spirit, 27 anos depois. Seis unidades do bombardeiro estão em fabricação, com uma delas atualmente em fase de testes de calibragem de carga bélica.
A corrida para concluir o desenvolvimento do bombardeiro se intensificou no contexto atual, de disputa com a China e a Rússia, especialmente agravado pela guerra da Ucrânia. Os EUA são o país com maior orçamento militar do mundo, e para o desenvolvimento do B-21 Raider foram investidos 3,3 bilhões de dólares na pesquisa do modelo, e outro 1,8 bilhão de dólares para aquisição das primeiras unidades. A aeronave está sendo fabricada a um valor de 600 milhões de dólares cada, um valor consideravelmente menor do que o modelo anterior: a um custo de 2 bilhões de dólares o exemplar, o B-2 Spirit é o avião mais caro já produzido.
A classificação como “invisível” se aplica a uma série de características especiais que faz com que o bombardeiro seja de difícil detecção por radares gerais. O desenho extremamente fino e agudo, bem como a redução da assinatura de calor das turbinas e o uso de revestimentos especiais sobre o avião poderá fazer do B-21 Raider o modelo mais furtivo a radares já fabricado. Outros mecanismos de “invisibilidade”, como tecnologias de eliminação dos sinais e dispositivos de interferência, farão parte dos dispositivos especiais de segurança da aeronave.
Segundo Frank Kendall, secretário da Força Aérea, o novo modelo foi especialmente desenvolvido para ter um menor custo e ser de fácil operação – a estimativa, segundo o secretário, é que sejam produzidas cerca 100 unidades ao todo. A disputa na produção com outras potências militares como a China não é meramente simbólica, já que uma das capacidades do B-21 é neutralizar mísseis balísticos intercontinentais, conhecidos como ICBM. A data inicial para a realização do primeiro voo estava prevista para 2021, mas acabou adiada para o ano que vem. A expectativa é de que o bombardeiro esteja em plena atividade militar até 2025.