Copa do Mundo Feminina de 2027: veja detalhes da candidatura do Brasil

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Foto: Getty Images

Por Marcel Rizzo

A direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) elabora a candidatura que enviará à Fifa para que o Brasil concorra à sede da próxima Copa do Mundo Feminina de futebol, em 2027. O documento tem que ser submetido para a entidade até 8 de dezembro deste ano e deve detalhar os estádios, centros de treinamento e hotéis indicados a receberem as partidas e as delegações participantes.

O Brasil é uma das quatro candidaturas aprovadas e concorre com a África do Sul, além das candidaturas em conjunto de Estados Unidos/México e de Alemanha/Bélgica/Holanda.

A reportagem apurou alguns detalhes de uma versão inicial já produzida para o projeto da CBF, e que será aperfeiçoado até dezembro:

  • A final seria no Maracanã, no Rio, uma sugestão natural e que repetiria o palco das decisões masculinas dos Mundiais de 1950 e 2014;
  • Já a abertura não seria em São Paulo, como há nove anos na Copa masculina: a indicação, neste momento, tende a ser pelo estádio Mané Garrincha, em Brasília;
  • A CBF deve enviar sugestão de 12 estádios, apesar de avaliarem que dez arenas seja o ideal, até para minimizar custos — foi, por exemplo, o número usado por Austrália e Nova Zelândia na Copa deste ano, encerrada neste domingo (20) com o título da Espanha;
  • Mas os 12 (ou dez) estádios não serão, necessariamente, em cidades diferentes. Poderá haver arenas na mesma localidade. A ideia é centralizar mais o evento do que em 2014: naquela ocasião, por exemplo, a Inglaterra atuou em Manaus, São Paulo e Belo Horizonte na primeira fase;
  • Isso não quer dizer que regiões como Nordeste e Norte ficarão fora. Deverá haver pelo menos um estádio em cada uma dessas áreas. São Paulo, Rio, BH e Porto Alegre têm opções de mais de uma arena caso uma localidade seja escolhida para ter dois estádios;
  • O Centro de Mídia deve ser em São Paulo;

Até dezembro, algumas dessas informações podem ser alteradas. O plano da CBF é minimizar os investimentos públicos, o que é considerado essencial para tornar a candidatura competitiva. A opção será por estádios modernos e novos, o que pode tirar palcos que estiveram na Copa do Mundo de 2014 da disputa — alguns estão com manutenção precária nove anos depois.

Representantes da Fifa visitarão os concorrentes em fevereiro de 2024, e o Conselho da entidade escolherá o vencedor, com o voto dos 211 filiados, no Congresso que será realizado em 17 de maio do ano que vem, na Tailândia.

A Fifa exige um mínimo de oito estádios para a realização da Copa do Mundo Feminina, mas os candidatos têm que enviar no mínimo dez e um máximo de 12 locais como sugestão.

A capacidade mínima para os jogos da fase de grupos até as quartas de final é de 20 mil espectadores (com exceção da abertura), metade do que é exigido para o Mundial masculino. As semifinais precisam de uma arena com capacidade mínima de 40 mil pessoas, e a abertura e a final de estádios que comportem pelo menos 65 mil torcedores.

O Mundial de 2027 terá o mesmo formato e número de participantes da edição de 2023: as 32 seleções serão divididas em oito grupos de quatro no estágio inicial, com as duas primeiras de cada chave avançando para as oitavas de final — depois seguem os confrontos eliminatórios até a final. Serão 64 partidas no total.

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