Coronel presente no massacre do Carandiru chefiará políticas penais de Lula

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Coronel Nivaldo César Restivo. Foto: Divulgação

Por Maria Eduarda Portela

O novo responsável pela Secretaria Nacional de Políticas Penais será o coronel da Polícia Militar de São Paulo Nivaldo César Restivo, de 56 anos, segundo a indicação do futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), na quarta-feira (21/12). Há 30 anos o PM se envolveu em um dos piores episódios do sistema prisional brasileiro o massacre do Carandiru que deixou 111 mortos.

A indicação aconteceu no mesmo dia em que o futuro ministro desistiu de indicar Edmar Camata para o comando da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por declarações em apoio à Lava Jato e à prisão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O novo nome para a chefia da PRF é o policial rodoviário federal Antônio Fernando Oliveira.

O coronel Restivo não é acusado de nenhum assassinato. Entretanto, é apontado como um dos responsáveis por não ter impedido que os policiais militares sob o seu comando praticassem atos de violência contra os detentos que sobreviveram ao massacre.

Indicado pelo então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), em 2017, para o comando da Polícia Militar, o coronel afirmou que as ações durante o massacre do Carandiru foram “legítimas e necessárias”.

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