
A exemplo da antiga Odebrecht, que era um potentado também na arte de corromper e chegou a ter políticos de 22 partidos diferentes na sua “folha”, a teia de corrupção de Daniel Vorcaro vem mostrando que sua “bancada” se espalhou, digamos, democraticamente, mesmo que em proporções diferentes, por todo o espectro político.
“A corrupção é um fenômeno que transcende ideologias ou partidos”, diz o sociólogo Renato Sérgio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança: “O combate ao crime só terá êxito quando estiver aliado às ferramentas mais robustas de prevenção de atos de corrupção de agentes públicos. O crime organizado não seria tão forte se o país levasse mais a sério essa agenda”.
