Datafolha: Haddad empata com Flávio no 2º turno e é visto como alternativa no PT

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O ministro Fernando Haddad (Fazenda) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sessão solene no Congresso Nacional - Adriano Machado - 20.dez.2023/Reuters

por Folha de S.Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), empata tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um cenário de disputa de segundo turno nas eleições presidenciais.

De acordo com pesquisa Datafolha realizada entre os dias 3 e 5 deste mês, Flávio teria 43% dos votos contra 41% de Haddad.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Por isso o quadro é considerado de equilíbrio, com possibilidade de vitória para qualquer um dos dois candidatos.

Já Lula tem 46% dos votos, contra os mesmos 43% de Flávio, mostra a mesma pesquisa, divulgada no sábado (7).

O presidente é bem mais conhecido pelos eleitores do que Haddad, o que pode explicar a desvantagem do ministro na comparação com o desempenho do mandatário.

Segundo o levantamento, praticamente 100% sabem quem é Lula, contra 86% que dizem conhecer Haddad.

No primeiro turno, Haddad teria hoje 21% dos votos, contra 33% de Flávio Bolsonaro, 11% de Ratinho Jr., 5% de Romeu Zema, 4% de Renan Santos e 2% de Aldo Rebelo.

Os números do Datafolha se aproximam de sondagens que já chegaram ao conhecimento do PT e do Palácio do Planalto.

O fato de Haddad ser competitivo como candidato a presidente já leva lideranças do partido a enxergarem nele um plano B viável caso Lula, em um cenário considerado improvável, mas não impossível, desista de concorrer à Presidência.

Lula é considerado o mais forte candidato que a legenda poderia apresentar ao eleitorado. Uma eventual candidatura de Haddad, por outro lado, representaria uma grande novidade nas eleições, enquanto o presidente estaria disputando o seu quarto mandato.

A rejeição a Lula é de 46%, enquanto a de Haddad é de 27%.

O tema é considerado tabu no PT e discutido de forma reservada.

Um dirigente do partido afirmou à coluna que as pessoas “falam baixo” e não têm coragem sequer de levar a ideia ao conhecimento de Haddad, que rechaçaria a hipótese na hora. E menos ainda a Lula.

O presidente já disse que é candidato à reeleição e mostra disposição de enfrentar a disputa, tendo Haddad como candidato ao governo de São Paulo.

Em algumas situações, no entanto, o petista afirma que só fará isso se estiver com a saúde boa, como ocorre atualmente.

Em outros momentos, demonstra contrariedade com o quadro político atual e as limitações impostas ao exercício da Presidência, hoje bem maiores do que as que ele enfrentou em seus dois mandatos anteriores.

São essas manifestações que abrem as brechas para que alternativas sejam consideradas.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios e está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.

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