Portugal não descobriu o Mundo Novo porque eram bons navegadores, mas eram bons navegadores porque foram a principal potência do mundo do século XV.
Entre 1407 e 1999, Portugal formou 47 colônias que hoje fazem parte de 53 países, então como o maior império do mundo; a primeira colônia em Angola em 1407; a última em Macau, até o recente ano de 1999. Foram colônias o Brasil, Angola, Açores, Moçambique, Timor Leste, Goa, Macau, dentre outras.
Enquanto a Inglaterra e a França se digladiavam na Guerra dos Cem anos até 1453, Portugal avançava além mares com a produção de tecnologia genuína, como o Astrolabe, o primeiro GPS para a navegação do mundo; as Caravelas, o primeiro barco a vela a entrar contra o vento em ângulos de até 30 graus na nova engenharia da colocação das velas; assim como na tecnologia de transposição de sementes e de alimentos entre os continentes para o progresso e crescimento das nações. Enquanto a Itália e a Europa trilhavam o caminho do Renascentismo, Portugal se expandia pelo Novo Mundo, transformando o globo para sempre.
Todas as colonizações são marcadas pelo comércio e pela força. No caso das colonizações Portuguesa e Espanhola, a Espanha caracterizou-se mais pela força, enquanto Portugal mais pelo comércio, chave de seu sucesso. O século XV foi de Portugal, o século XVI da Espanha, o século XVII da Holanda, o século XVIII da França, o século XIX da Inglaterra, o século XX dos Estados Unidos, e, ao que tudo indica, o nosso século XXI é o da China.
O Brasil contou com a sorte histórica da vinda da Coroa Portuguesa para o país em 1808, na fuga das tropas Napoleônicas que então invadiam Portugal. Ainda com Dom João VI, foram fundadas as Escolas Médicas do Rio e Bahia e a Academia Militar Real para as engenharias militar e civil. Quatro Ministérios foram fundados, com a formatação inicial do Estado Brasileiro. A independência se deu em 1822. Após a Guerra do Paraguai de 1864 a 1870, Dom Pedro II criou o Exército regular, o Observatório do Rio de Janeiro, a Escola Politécnica do Rio de Janeiro como base das atuais Universidades Federais, e a Escola de Minas de Ouro Preto, berço de nossa siderurgia. Abriu a imigração para Italianos, Alemães e Japoneses, que tanto know how trouxeram para o nosso país. E é o país que se segue, com a Primeira República com a política dos Governadores e a Semana da Arte Moderna de São Paulo, a era Vargas com o desenvolvimento econômico e a fundação da Petrobrás, o período democrático com a substituição das importações e a indústria automobilística de Juscelino Kubitscheck, o período de exceção militar com o processo de urbanização e crescimento econômico, o período da democratização com Sarney, a estabilidade da moeda com Fernando Henrique, o período dos avanços sociais com Lula e Meirelles, e o que há ainda por vir.
Somos gratos a Portugal, berço de nossa nação.
Bom Ano Novo!