Delegada sobre morte de marido de cônsul: ‘Crime doloso contra a vida”
Cônsul alemão Uwe Herbert Hahn. Foto: Reprodução/ TV Globo
Por Giulia Ventura
Rio de Janeiro – Responsável pela investigação da morte do belga Walter Henri Maximilien Biot, de 52 anos, a delegada Camila Lourenço, titular da 14ª DP (Leblon), afirma não haver dúvidas sobre a existência de um crime doloso.
O cônsul alemão Uwe Herbert Hahn, de 60 anos, está preso suspeito de cometer o crime. Ele estava em casa com Walter Biot, seu companheiro por 20 anos.
“Há um contexto que sugere ter havido espancamento. O cadáver fala as circunstâncias da sua morte. O cadáver fala sim. Através das múltiplas lesões que estão espalhadas pelo corpo, a gente consegue ter uma noção de como ocorreu aquele evento. Não há dúvidas da existência ou da prática de um crime doloso contra a vida”, disse a delegada em entrevista coletiva, na tarde da segunda-feira (8/8).
Walter Biot morreu na noite da última sexta-feira, dia 5, no apartamento que dividia com Uwe Hahn.
Segundo a versão do diplomata, seu companheiro teve um mal súbito. De acordo com Hahn, após ingerir bebida alcoólica, Walter, que estava sentado no sofá da sala, “teve um surto, se levantou e começou a gritar e correu apressadamente em direção ao terraço”. Ele, então, teria caído e batido com o rosto no chão.






Lourenço escuta, nesta tarde, a diarista que trabalhava para o casal. O intuito é entender a dinâmica da casa e como estava o relacionamento dos dois.
Uwe foi preso na noite de sábado, dia 6, acusado pelo crime. No domingo, o cônsul passou por audiência de custódia, onde teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A Justiça do Rio negou seu pedido de habeas corpus.
Veja a explicação do cônsul sobre o momento da morte do marido: