Denúncia da PGR pode ser usada como justificativa por Motta para barrar nomeação de Eduardo como líder; entenda

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Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP): técnicos da Câmara ainda analisam se ele pode assumir Minoria - Jessica Koscielniak/REUTERS

A denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) poderá ser usada como justificativa pelo presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB), para rejeitar a indicação dele como líder da minoria.

Segundo pessoas próximas a Motta, há uma avaliação de que a indicação de Eduardo como líder, uma artimanha para que ele não perca o mandato enquanto está nos EUA, ficará ainda mais insustentável com a denúncia. O presidente vem consultando líderes e membros da Mesa Diretora sobre o tema.

A possibilidade de a Mesa rejeitar uma indicação de líder não é consensual na Casa. Há, no entanto, um precedente: em agosto de 2021, o então presidente Arthur Lira (PP-AL) rejeitou a indicação de Rodrigo Maia como vice-líder da oposição.

Seis dias depois da indicação, técnicos da Câmara ainda não concluíram a análise sobre se o parlamentar poderá, de fato, exercer o cargo à distância.

No site da Câmara, a deputada Caroline de Toni (PL-SC) continua aparecendo como líder da Minoria. Ela diz entender que a Motta só cabe chancelar a escolha do partido. “Cobraremos essa semana”, diz.

Motta já se manifestou publicamente sobre a situação de Eduardo ao dizer que “não existe mandato à distância”.

Internamente, técnicos avaliam que há lacunas no regimento sobre a situação, mas que existe uma interpretação de que o exercício da liderança exige a presença física do parlamentar, inclusive no território nacional. Eduardo não está em missão oficial e a estadia nos Estados Unidos não tem autorização formal da Câmara.

O filho 03 de Bolsonaro mora desde março nos Estados Unidos, onde articula com integrantes do governo Donald Trump a aplicação de pressões sobre o Brasil em resposta ao julgamento do ex-presidente.

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