O ministro comparou a situação vivida em Roraima com a prisão de mais de 1 mil pessoas após os atos golpistas de 8 de janeiro, quando houve a invasão dos Três Poderes. “Foi uma operação difícil. A maior prisão em flagrante da história do direito brasileiro”, lembrou..
Flávio Dino, então, explicou que o foco tem sido a investigação sobre quem financia o garimpo ilegal em Roraima e quem lava o ouro para que pareça legalizado. “Isso inclusive é importante para quem faz mineração dentro da lei”, apontou.
Equipes da Polícia Federal, das Forças Armadas e da Força Nacional realizam uma operação de desintrusão, em Roraima, que é a retirada de invasores do território indígena Yanomami. Isso acontece em meio a uma força-tarefa do Governo Federal diante da situação de emergência em saúde dos indígenas da região.
Vulnerabilidade
Ainda ao comentar a situação em Roraima, Dino foi questionado sobre a vulnerabilidade da população não-indígena na região Norte. Nelson Jobim inclusive defendeu que a população foi empurrada para o garimpo ilegal por não ter outras alternativas econômicas na região.
Sobre isso, Dino acolheu a fala de Nelson Jobim e defendeu a necessidade de uma política que contemple a população estimada de 30 milhões de pessoas em regiões da floresta Amazônica.
“Você não vai prender 15 mil pessoas e o grande problema é para onde essas pessoas irão. Nós estamos falando de 30 milhões de brasileiros e brasileiras que lá se encontram. Uma visão puramente santuarista da Amazônia não responde a essa necessidade óbvia de você ter efetivamente a sustentabilidade como algo tangível para o cidadão e cidadã da Amazônia”, discursou.
Segundo ele, é inútil fazer planos ou assinar documentos internacionais, “se isso não se traduzir em benefícios sociais concretos a esses 30 milhões de brasileiros e brasileiras”.