“Do Val reforça responsabilidade de Bolsonaro em atos”, diz Dino
Flávio Dino. Foto: EFE/ Andre Borges
Por Paulo Moura
O ministro da Justiça Flávio Dino afirmou que os relatos do senador Marcos do Val se “somam” a outros e “fortalecem a ideia” de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pessoas próximas a ele podem ter algum envolvimento, não apenas político, mas também “jurídico” com os atos de 8 de janeiro em Brasília.
– Estamos diante de um fato novo que fortalece a ideia que, além da responsabilidade política, há cada vez mais indício conducentes à responsabilidade jurídica do ex-presidente, pessoas ligadas a ele – afirmou Dino na quinta-feira (2), ao deixar o plenário do Senado após a eleição da Mesa Diretora da Casa.
Dino reassumiu a Justiça depois de ter tomado posse como senador na véspera para participar da votação no Congresso Nacional.
– O ex-ministro da Justiça [Anderson Torres] tinha em casa um planejamento de golpe de Estado. São tijolos que vão se somando em um edifício de golpe de Estado. Quem eram os arquitetos, engenheiros e mandantes, a investigação vai mostrar – completou.
Do Val gravou uma live, na madrugada desta quinta (2), para dizer que foi coagido por Bolsonaro a se aliar a ele em um golpe de Estado. No final da manhã, contudo, o senador recuou e disse que foi o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) quem conduziu a conversa. O parlamentar afirmou ainda que relatou o caso ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que por sua vez, autorizou a Polícia Federal (PF) a tomar o depoimento do senador.
O pedido para ouvir do Val foi feito no inquérito que se debruça sobre o papel de autoridades nos protestos extremistas na Praça dos Três Poderes.
Em despacho nesta quinta-feira, Moraes disse que a “circunstância deve ser esclarecida”.
*Com informações da AE