Efraim Filho diz que perdeu comando da federação por força de grupo com “caneta de governo” e confirma filiação ao PL

O senador e pré-candidato ao Governo do Estado Efraim Filho (União Brasil) comentou, nesta sexta-feira (20), os bastidores da perda de comando da federação entre União Brasil e PP na Paraíba, que ficou sob liderança do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP).
A oficialização foi feita pelo presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, consolidando o protagonismo do grupo Ribeiro dentro da federação no estado.
Ao explicar o cenário, Efraim afirmou que já esperava o desfecho e apontou que o controle da máquina estadual foi determinante na decisão. “No mundo da política, uma caneta de governo encanta muita gente. Eu já fazia essa leitura e me preparei para esse momento”, declarou.
Segundo ele, a escolha por Aguinaldo reflete a dificuldade de partidos em abrir mão de alianças com quem está no poder. “É muito difícil para um partido colocar para fora um governador de estado. Então, vida que segue”, completou em entrevista a programa rádio da capital.
Efraim também reforçou que sua saída da federação já estava sendo construída desde 2023, quando intensificou a aproximação com o Partido Liberal.
O senador citou afinidade ideológica com pautas defendidas pelo partido, como posicionamentos conservadores e defesa de um estado mais enxuto. “Essa vinda é legítima. Eu já estive na campanha de Bolsonaro no segundo turno e fui muito bem acolhido pelo PL”, afirmou.
Ele confirmou ainda que oficializará sua filiação ao partido no próximo domingo (22). Apesar da derrota interna, Efraim disse que deixa a federação sem ressentimentos. “Saio sem mágoa, sem rancor. Não olho pelo retrovisor, olho para frente”, disse.
O senador também demonstrou confiança na disputa pelo Governo da Paraíba em 2026. “Tem gente desacreditando, como foi na eleição para o Senado. Mas quando abrir a urna, Efraim estará no segundo turno, e vai vencer”, projetou.
A definição do comando da federação marca o fim de uma disputa interna entre Efraim e Aguinaldo e reposiciona o cenário político para as eleições estaduais.
Com a saída de Efraim rumo ao PL, o embate deve se intensificar entre grupos políticos rivais na Paraíba, especialmente na corrida pelo Governo do Estado.