Em 11 dias, seis pessoas ligadas a políticos foram mortas na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro
Nos últimos onze dias, seis pessoas ligadas políticos foram mortas na Baixada Fluminense. Na foto: Michel Laeber Estevão, Livercino Marcelino dos Santos, Juliana Lira de Souza Silva, Everton Damião Sá Passos Nascimento Junior e Kauã Marinho Nascimento — Foto: Reprodução
De assessores de políticos a filhos de pré-candidatos nas eleições municipais deste ano, os últimos onze dias foram de violência na Baixada Fluminense, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Neste período, seis pessoas ligadas a políticos foram mortas. A Polícia Civil do estado investiga cada um das mortes individualmente e ainda não é possível afirmar que há conexão política.
O último caso ocorreu na manhã de sábado passado (22), quando o assessor da prefeitura de Caxias Michel Laeber Estevão, de 41 anos, foi morto a tiros na porta de sua casa. Conhecido como Xexéu, o profissional era filiado ao MDB e trabalhava na gestão de Wilson Reis.
Na região, a família Reis é tradicional na política, com outros quatro players além de Wilson: o secretário estadual de Transportes, Washington Reis, o deputado federal Gutemberg Reis, o deputado estadual Rosenverg Reis, o vereador Junior Reis e o atual pré-candidato à prefeitura, Netinho Reis.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que ainda apura a autoria e as motivações que teriam levado ao crime.

Dois dias antes, na noite de quinta-feira passada (20), um outro homicídio ocorreu na mesma região. Desta vez, em Magé, a pouco menos de 50 quilômetros de Duque de Caxias. A vítima foi o pré-candidato a vereador de Guapimirim Livercino Marcelino dos Santos, de 49 anos.
Conhecido como como Lili da Kombi, Santos foi morto a tiros na porta de um bar. No passado, ele chegou a trabalhar como assessor da prefeitura de Guapimirim e era ligado a políticos da região.

Mãe e filho alvejados
No dia 15/6, Juliana Lira de Souza Silva, de 44 anos, e Alexander de Souza Gomes, de 27, estavam num bar na Rua Alexandrina quando quatro homens encapuzados chegaram em um carro preto, atiraram os dois e fugiram em seguida.
Juliana era pré-candidata a vereadora de Nova Iguaçu e tinha conexões com políticos do estado. Sua morte foi lamentada pelo secretário de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Dr. Deodalto. “Negah Ju sempre foi minha parceira, uma guerreira incansável que dedicou sua vida ao serviço da comunidade” escreveu nas redes sociais. A DHBF investiga o caso como crime político.

Irmãos em Seropédica
No dia 11/6, dois irmãos foram mortos em Seropédica, também na Baixada Fluminense. Everton Damião Sá Passos Nascimento Junior, de 18 anos, e Kauã Marinho Nascimento, de 20, são filhos da pré-candidata a vereadora Shirley Marinho, foram mortos no portão de casa.
A Polícia Civil investiga se as mortes possuem relação com o confronto entre milicianos nas comunidades do município.
