Em carta, Rose Miriam reconhece a homossexualidade de Gugu Liberato
Redação 23 de junho de 2023 0
Gugu Liberato e Rose Miriam. Foto: Reprodução
Por Fábia Oliveira
Mais um capítulo do imbróglio da família Liberato surgiu na quinta-feira (22/6). Em uma carta, de 2010, Rose Miriam, viúva de Gugu, reconheceu a homossexualidade do apresentador e chegou a sugerir que poderia curá-lo com “oração e jejum”, já que a sua orientação seria “um problema sério” para ela.
“Esse tipo de conduta sexual sua não vem do teu espírito, isso não é teu. E eu tenho como transformar esse problema”, escreveu. As informações são do portal Em Off.
No texto, Rose ainda destacou que o artista não chegou admitir que era gay: “Aparentemente para você pode não ser um problema, mas é um problema. E muito sério. Sei de muitas coisas sobre seu homossexualismo, já quis saber da sua boca, mas não foi possível porque você nega terrivelmente”.
“Você pode pensar que não gosta de ter relação com mulheres desde a adolescência porque você é assim e nunca vai mudar, mas isso não é verdade. Eu posso conseguir essa mudança definitiva de Deus, orando e jejuando. Só com oração e jejum vou conseguir isso”, prometeu.
Desde a morte de Gugu, em novembro de 2019, os três filhos divergem sobre o casamento dos paie e, principalmente, sobre o testamento deixado por ele. Para Marina e Sofia, a mãe exercia o papel de esposa e, por isso, merece ter a união estável reconhecida. Já para João, não havia relação amorosa entre o casal.
Advogado de Rose se pronuncia após carta vazada
O advogado de Rose Miriam, Nelson Wilians, emitiu um comunicado na quinta-feira (22/6), após o vazamento de uma carta escrita pela viúva de Gugu Liberato, em 2010, onde ela reconhecia a homossexualidade do apresentador. No texto, o profissional repudia a divulgação do documento e explica o momento em que a carta foi redigida pela mãe dos filhos de Gugu.
“O advogado Nelson Wilians não comenta o processo que tramita em segredo de justiça, no entanto, repudia o vazamento de um documento dos autos fora do contexto”, começou o texto.
A nota continuou: “Rose escreveu a referida carta com o coração, em desespero ao saber da traição e da bissexualidade do marido, que ela tanto amava, e porque queria também proteger os filhos. Ainda que imensamente abatida, ela encontra na fé e no seu amor por ele uma saída. A partir desse momento, porém, o casal entra em crise conjugal e Rose, a pedido de Gugu, vai morar no Rio para resguardar a família. Nesse contexto surge o malfadado contrato para criação dos filhos, que Rose Miriam assinou dopada, sob efeito de medicamentos fortíssimos; e o famigerado testamento de 2011”.
O advogado explicou como era o estado de Rose Miriam na época. “Nessa época Rose entrou em uma grave depressão, voltou para São Paulo e tentou o suicídio, sendo internada no Hospital Albert Einstein. E, novamente, o advogado Nelson Wilians chama atenção para a responsabilidade que Gugu tinha para com ela e seus filhos. Ele a visitava no hospital e se identificava na recepção como companheiro de Rose, conforme registros do próprio hospital”, escreveu.
E completou: “Como já dito, foi nesse período que ele fez o testamento e o contrato para que ela cuidasse dos filhos. O que reforça a tese do advogado Nelson Wilians. Ela assinou, conforme depoimento de médicos, sob efeito de medicamentos. Portanto, não estando no controle de suas funções mentais, tanto que o apresentador preferiu fazer depósitos para o sustento da família na conta do irmão dela, já que ela estava à base de remédios. Passado esse período, além de ela fazer terapia, ela convenceu Gugu a também fazer terapia e obteve dele a promessa de que mudaria seu comportamento, pois na época ele manifestou esse desejo”.
Após a situação, eles voltaram a morar juntos no Estados Unidos. “Com isso, a vida do casal voltou à normalidade e a família decidiu morar em Orlando (EUA), cidade que Gugu mais gostava. Primeiro eles compraram uma casa pequena. Com a adaptação à cidade, a família se mudou para uma casa maior. Foi nessa casa que Gugu se acidentou e foi socorrido por Rose”, dizia o texto
“A legislação para reconhecimento de união estável é clara. A traição ou a ausência de sexo — o que não é o caso de Rose e Gugu — não são, por si só, elementos para desqualificar a união estável, senão as pessoas começam a trair só para ‘escapar’ de eventuais responsabilidades civis. Rose e Gugu mantinham uma relação pública, notória, duradoura, contínua e com objetivo de constituir família e que também era intercalada por crises conjugais. São esses elementos que a Justiça avalia em um processo de reconhecimento de união estável. E, no caso de Rose, todos esses quesitos são amplamente possíveis de confirmação”, encerrou o texto de esclarecimento.