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Por Ricardo Noblat

Para crescer, Bolsonaro bate em Lula e no PT. Se Lula não cair por isso, pelo menos Bolsonaro reforça sua posição de o adversário mais implacável dos dois, disposto a derrotá-los a qualquer preço.

Lula bate em Bolsonaro de vez em quando, mas com o cuidado de não bater demais a ponto de tirá-lo do páreo. Isso só beneficiaria Sergio Moro ou outro aspirante a candidato nem, nem.

Por mais raiva que sinta de Moro, Lula evita bater tanto nele como gostaria. Se pesar a mão, Moro poderá se fortalecer e polarizar a eleição com ele, o que não lhe interessa.

Ciro Gomes bate forte primeiro em Moro, para que ele não cresça, segundo em Bolsonaro e terceiro em Lula. Ciro quer ser o anti-Lula no segundo turno, por isso ele não é seu alvo preferencial.

Moro foi orientado a não cair na armadilha de Ciro, que o chama para a briga. Seu negócio é atirar em Lula e em Bolsonaro, mais em Bolsonaro para tomar o lugar dele no segundo turno.

Quem faltou? Sim, João Doria. Por ora, ele ainda não entrou no páreo.

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